blogzine da chili com carne

sábado, 13 de fevereiro de 2016

ccc@fff


nostros zines en Fun Fan Fest, en Barcelona...
pero nostra presencia solo será mas tarde en Graf... 
hasta luego amigos!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Chili do Inferno ou Clube Com Carne?

Eis a parceria diabólica entre a Chili Com Carne e o Clube do Inferno em 2015!!!
A Maga já estava prometida à muito tempo, é uma antologia de textos ou como se sub-intitula: Colecção de Ensaios sobre Banda Desenhada e afins

Inclui textos de Tiago Baptista (entrevista), Marcos Farrajota, João Machado, João Sobral (que realizou o design da publicação) e Ana Matilde Sousa, e ainda umas BDs de Tiago de Bernarda, que nos oferecem artigos sobre BD, Indíos, Depressão, Manga, Cultura Pop, Anime, Zines, Comix e DIY a rodos...

É o volume -5 da colecção THISCOvery CCChannel, parceria da Chili Com Carne e Thisco para a edição de livros sobre "Ocultura" onde a BD se insere facilmente. São 122 páginas que se encontram na loja em linha da CCC e na Mundo FantasmaMatéria-Prima, Artes & Letras, El Pep, Linha de Sombra, BdManiaLetra LivreTasca Mastai e Pó dos Livros.



O QCDI não se deveria chamar QCDA!? Será gralha da rapaziada? 
Não não não! 
É que estes chaval@s são do Inferno e não do aPOPcalipse! Apesar de André Pereira, Astromanta, Hetamoé e Mao disfarçarem a sua "chavalice" com barbas", sorrisos e pactos de sangue!

Fear of a Capitalist Planet
Tamanho A3! 16 páginas impressas em azul petróleo! Capa a cores!
à venda AQUI e na Artes & Letras, Matéria-Prima, El Pep, Ediciones Valientes (Espanha), Black MambaLinha de Sombra, BdMania, Letra LivreTasca Mastai, B Shop (CCB) e Pó dos Livros...





QCDI #3000, integrado na colecção de banda desenhada QCDA da Chili Com Carne. Alguns de dos membros do Clube do Inferno já tinham participado nos números anteriores — o André Pereira no 1000, a Hetamoé no 2000 —, mas este novo volume é Clube do Inferno de uma ponta à outra.

Com o subtítulo "Fear of a Capitalist Planet", as quatro histórias operam em diferentes matizes, entre o fantástico, o político, e o onírico. Dragões, polícias e pizzas deformadas fazem parte da iconografia deste projecto em que continuam uma ideia já presente na exposição Lightning Riding Waves of Fire (na El Pep em 2014): a de que vivemos depois da catástrofe. Colocam-se de fora, no futuro, na realidade paralela, para obter tangentes que se querem alienígenas mas não alienantes.

Feedback : Parece haver um princípio comum, indicado pelo título e por uma nota final. Uma reflexão sobre o tardo-capitalismo actual, cujo prometido estertor tem sido sentido pela forma como se tem imiscuído em esferas várias (começando pelo da política, como temos testemunhado na Europa, não nos escusando de sentir as vibrações em Portugal). O título baseia-se num ensaio [os autores garantem "estar lá tudo"], mas se o medo é sobre algo que ainda não sucedeu, aqui é infundado, pois estamos já nele. O título parece ser já uma citação em segundo grau de um famoso álbum dos Public Enemy. Pedro Moura / Ler BD ... "Quatro Chavalos do Inferno" (...) colectivo que tem desenvolvido um trabalho relevante e renovador na cena portuguesa de BD (...) questionam, desmontam, apoucam e ironizam o presente com cheiro a fim de civilização que vivemos. Sara Figueiredo Costa / Expresso ... Nomeado Melhor Fanzine na BD Amadora 2015 ... Lista dos Melhores Livros de 2015 no Expresso ... uma história de André Pereira que podia figurar igualmente numa qualquer publicação da editora britânica 2000AD. Já em Fantastic Proliferation seguimos de perto (demasiado perto) o abuso do poder por parte de Cosimo, uma personagem digna de um qualquer filme de Pasolini, cuja história, da autoria de Mao, prima não só pelo conteúdo, mas por todo o experimentalismo Melhores de 2015 pela Deus Me livro ... Nomeado para Melhor BD Alternativa 2015 nos Prémios do Festival de Angoulême ... Best Portuguese Graphic Novels por Pedro Moura no sítio de Paul Gravett: QCDI 3000 is actually the third volume of an ongoing project to highlight new, young comics artists who are willing to push the envelope of the art of comics-making. This particular issue is concentrated on a collective called Círculo do Inferno, a little like the Hellfire Club, and they’re no gentlemen either. The authors are Astromanta, Hetamoé, Mao and André Pereira (...). This oversized, tabloid-like anthology presents four-page pieces by each artist, not necessarily narrative: Astromanta presents a sort of science fiction essay on precariousness; Hetamoé crunches shojo manga with post-Marxist politics via high fantasy tropes; André Pereira creates a seemingly light story that actually focuses on the current political-economic crises of Portuguese society (with absolutely brilliant page compositions); and Mao brings together two distinct narrative tracks, an unclear palace intrigue and the slow progress of an oozing pizza-monster (but also an exercise in experimental composition). Weird, creative, dynamic, indeterminate in their moral but surefire in their humour and politics, this collective has not only produced top-notch contemporary comics that go well beyond classic genres and forms, but also provide much food for thought, and not only about comics themselves.

Erzsébet - Best Portuguese Graphic Novels 2015



Erzsébet
by
Nunsky

17º volume of the CCC CollectionPublished by Chili Com Carne. Edited by Marcos Farrajota. Design by Joana Pires. 144 pages black/white, 16,5x23cm, color cover. 500 copies.
ISBN: 978-989-8363-24-4

Sinopsis: Erzsébet is a graphic novel based on the life and times of the infamous sixteenth century Hungarian aristocrat Elizabeth Bathory, aka the bloody countess. The author always wanted to do something in the horror genre and this story had all the ingredients he was looking for, and better still, it really happened! Nunsky (b. 1972) tried to materialize into graphic form those ominous ice cold atmospheres and the maddening loneliness and isolation, which, combined with almost absolute power, slowly pushed that damaged character to commit the most ineffable acts of insanity.

Buy at our online shop and Quimby's (Chicago)















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About the author: Nunsky is a comics artist from the north of Portugal and has published most of his work in the Mesinha de Cabeceira zine. In 1997 he made an incredible 39 page comix for the 13rd issue and the 5th anniversary of this mutant zine. Actually this was the first professional looking book that the Chili Com Carne Association made, starting an important publishing history in the Portuguese scene. The comix was entitled 88 and was a unique comix in Portuguese panorama at the time - and still is nowadays! Not only the "psycho-goth" ambience was different from all Portuguese comics but also the graphic quality was astonishing for such artist coming from nowhere. It reminded the Love & Rockets and Charles Burns but had it’s own voice. Since Nunsky is such a lone wolf, almost nobody knows about him and his whereabouts. After the 88 comix he created a rock band called The ID's and that's it. Or that’s what we thought…

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Feedback: Very good comic, inspiring to make logos!!! - Lord of The Logos (Belgium artist known for this work for Metal bands logos, he is really the meister of the black art!) ... He gets that spirit from Jess Franco movies, where the most important is the iconography and esoteric symbols than a logic narrative, which builds a tension and insanity during the book... - André Coelho (Portuguese artist and musician in Sektor 304, Méchanosphère, Pagan) ... This book won Best Drawing at BD Amadora 2015 (most important Portuguese mainstream comics festival)... Best Graphic Novels 2015 (Portugal) by Pedro Moura in Paul Gravett site : Apart from authors that have been working continually, or newcomers conquering their own turf, I’d like to mention a book by someone who made a sort of comeback in early 2015. The author known as Nunsky is somewhat of a solitudinarian, staying apart from the most visible local “comics scene”, and while he works professionally with drawing, he seldom publishes comics. After projects in the late 1990s, this is his first longer form book. Erzsebét (with English subtitles) is the biography of the infamous early 17th century Hungarian princess mass-murderer, Elizabeth Báthory, a.k.a. “The Blood Countess”. The author weaves history and fantasy into a dense portrait of the character and her deeds, creating thus a classic take on the genre of horror comics. Adapting his stark, thick lines – akin to wood-engraving, to an extent - to sober composition work and a contained palette, close to artists such as Michael Kupperman or Igor Haufbauer, the book is less dynamic and fast-paced than hieratic, taut and austere. A complete biography that focuses on the emergence of Elizabeth’s very “dark side”, one could argue that Erzsebét is also a study about evil and salvation, class divides and how madness is often the key to escape desperation. ... 

QCDI #3000 [press-release] ... Best Graphic Novels (Portugal) by Pedro Moura in Paul Gravett site

ASTRONOMERS LOOK AT THE STARS BUT THEY ONLY SEE THEMSELVES

IT IS 1851 AND THE 18TH BRUMAIRE IS OUT. IN IT KARL MARX SAYS THAT, WHEN PUSHED FOR A MOMENT IN HISTORY, WE LOOK FOR SIGNS OF GHOSTS, AND CANNOT HELP BUT COME BACK IN TIME SEEKING THE SAME POSES, THE SAME SENTENCES, AND THE SAME IMAGES OF GRATENES. THE ALIEN BELONGS TO THE FUTURE AND IT IS THE REVERSE OF THE GHOST, A PROJECTION.  EVEN WHEN CAPILTALISM IMAGINES ITS ALIEN OUTSIDE OF IMPERIALISM AND RESOURCE EXPLOITATION, THERE IS LITTLE HOPE: THE ACTUAL IMAGE OF THE EXTRATERRESTRIAL WILL ARRIVE TO LATE. JUST IMAGINE IF THEY'RE OUT THERE, WATCHING US RID TOWARDS SELF-DESTRUCTION... HOW EMBARRASING.



This Spring, Clube do Inferno has two new book releases, both with Chili Com Carne:  QCDI #3000 and Maga.

QCDI #3000 is published under Chili Com Carne’s giant-sized comics anthology series QCDA. Previous issues of QCDA already showcased work of Clube's members — André Pereira in issue 1000 and Hetamoé in issue 2000. This new volume, however, is entirely dedicated to Clube do Inferno and its authors André Pereira, Astromanta, Hetamoé and Mao

As a collective, they bring an added layer of meaning to the anthology, including a subtitle to our set in the front cover: Fear of a Capitalist Planet.


As in the preceding QCDAsQCDI #3000 is composed of four four-pages stories enclosed into different paths between the fantastic, the political and the oneiric. Dragons, policemen and misshapen pizzas populate the iconography of this project, developing an idea previously explored in our exhibition Lightning Riding Waves of Fire in El Pep (2014): that we are living in the post-catastrophe. We’ve placed ourselves as outsiders, in the future, in a parallel reality, to retrieve alien, but not alienating perspectives. 


QCDI 3000 was presented last May 30th at XI International Comics Festival of Beja, and can be bought online at Clube do Inferno's or Chili Com Carne's shops and at Ediciones Valientes (Spain) and Quimby's (Chicago),... 

Meanwhile, you can check these cute teaser trailers:




This edition got support from IPDJ and Wormgod
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Best Graphic Novels (Portugal) by Pedro Moura in Paul Gravett site: QCDI 3000 is actually the third volume of an ongoing project to highlight new, young comics artists who are willing to push the envelope of the art of comics-making. This particular issue is concentrated on a collective called Círculo do Inferno, a little like the Hellfire Club, and they’re no gentlemen either. The authors are Astromanta, Hetamoé, Mao and André Pereira (...). This oversized, tabloid-like anthology presents four-page pieces by each artist, not necessarily narrative: Astromanta presents a sort of science fiction essay on precariousness; Hetamoé crunches shojo manga with post-Marxist politics via high fantasy tropes; André Pereira creates a seemingly light story that actually focuses on the current political-economic crises of Portuguese society (with absolutely brilliant page compositions); and Mao brings together two distinct narrative tracks, an unclear palace intrigue and the slow progress of an oozing pizza-monster (but also an exercise in experimental composition). Weird, creative, dynamic, indeterminate in their moral but surefire in their humour and politics, this collective has not only produced top-notch contemporary comics that go well beyond classic genres and forms, but also provide much food for thought, and not only about comics themselves.

Erzsébet ... Best Graphic Novels (Portugal) by Pedro Moura in Paul Gravett site



Erzsébet
por
Nunsky

17º volume da Colecção CCC editado por Marcos Farrajota.
Design por Joana Pires
Capa por Nunsky
144p p/b 16,5x23cm, capa a cores
500 ex.
ISBN: 978-989-8363-24-4

Sinopse: Erzsébet Bathory, a infame condessa húngara contemporânea de Shakespeare, ao contrário deste, incarnou como poucos o lado negro e animalesco do ser humano. São-lhe atribuídos centenas de crimes inomináveis que lhe grangearam alcunhas como "Tigreza de Csejthe" ou "Condessa sanguinária" e que a colocam no mesmo lendário patamar de bestas humanas como Gilles De Rais ou Vlad, o Impalador. Por detrás do seu rosto pálido, de olhar impassível e melancólico ocultava-se o próprio demónio, Ördög.

PVP: 15€ (desconto 50% para sócios CCC, lojas e jornalistas).
Já à venda na loja em linha da CCC, e na Mundo Fantasma, El Pep, Artes & Letras, Pó dos Livros, Matéria Prima, Letra Livre, BdMania, FNAC, Bertrand, Vault, LAC, Linha de Sombra, Utopia, Black Mamba...









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sobre o autor: Nunsky é um criador nortenho que só participou no zine Mesinha de Cabeceira. Assina o número treze por inteiro, um número comemorativo dos 5 anos de existência do zine e editado pela Associação Chili Com Carne. Essa banda desenhada intitulada 88 pode ser considerada única no panorama português da altura (1997) mas também nos dias de hoje, pela temática psycho-goth e uma qualidade gráfica a lembrar os Love & Rockets ou Charles Burns. O autor desde então esteve desaparecido da BD, preferindo tornar-se vocalista da banda The ID's cujo o destino é desconhecido. Nunsky foi um cometa na BD underground portuguesa e como sabemos alguns cometas costumam regressar passado muito tempo...

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Feedback: Muito boa BD, me inspira para criar logotipos Lord of The Logos (via e-mail) ... Erzsébet, o livro, é o relato implícito, emudecido, de um receio: o de que a morte escape definitivamente ao controlo masculino. Afinal, é a morte que conduz cada um e todos os passos da humanidade, tal e qual como vem anunciando a estética gótica em todas as suas formas. Nunsky recorda-nos isso mesmo com esta edição… Rui Eduardo Paes ... O Erzsebet é um grande livro. Consegue ter aquele espírito dos filmes do Jess Franco e afins, em que por vezes é mais importante a iconografia e a imposição de elementos simbólicos / esotéricos ou fragmentos de actos violentos e ritualizados (como as mãos nas facas ou as perfurações e golpes) do que termos uma continuidade explicita e lógica da narrativa, o que cria toda uma tensão e insanidade ao longo do livro e de que há forças maiores do que a nossas a operar naquele espaço. André Coelho (por e-mail) ... o romântico está presente antes na sua dimensão histórica e o trágico se aproxima do monstruoso. Pedro Moura / Ler BD ... Para todos aqueles que apreciam uma viagem pelas profundezas negras do coração dos Homens, este é sem dúvida um livro a explorar, aliás, uma das publicações mais interessantes do ano passado Gabriel Martins / Alternative Prison Acabei de ler esta versão e perdoem-me, não posso evitar um sorrisinho complacente - então somos nós os amadores "alternativos"? A "nossa" condessa pode não ser nenhuma obra prima, mas é, modéstia à parte, um trabalho bem mais sério e sólido que a pobre caricatura da renomada Glenat. A única coisa que gostei foi a técnica gráfica (nem tanto os bonecos). GO CHILI! ÉS O NOSSO ORGULHO! P.N. (por e-mail) ... Nomeado para Melhor Álbum Português e Melhor Argumento e vencedor de Melhor Desenho na BD Amadora 2015 ... Nomeado para Melhor Álbum PortuguêsMelhor Desenho no Comicon 2015 ... Existe verdadeira loucura e terror nas caras e paredes pintadas de sombras e escuridão. Uma das obras essenciais na BD de 2015 a ser comprada e lida as vezes que aguentarem, porque a história de Erzsébet Bathory não é para os fracos de coração e de estômago. Acho que Acho ... Best Graphic Novels 2015 (Portugal) by Pedro Moura in Paul Gravett site: Erzsebét (with English subtitles) is the biography of the infamous early 17th century Hungarian princess mass-murderer, Elizabeth Báthory, a.k.a. “The Blood Countess”. The author weaves history and fantasy into a dense portrait of the character and her deeds, creating thus a classic take on the genre of horror comics. Adapting his stark, thick lines – akin to wood-engraving, to an extent - to sober composition work and a contained palette, close to artists such as Michael Kupperman or Igor Haufbauer, the book is less dynamic and fast-paced than hieratic, taut and austere. A complete biography that focuses on the emergence of Elizabeth’s very “dark side”, one could argue that Erzsebét is also a study about evil and salvation, class divides and how madness is often the key to escape desperation.

The Care of Birds / O Cuidado dos Pássaros - Obra vencedora da edição de 2013 do concurso "500 paus!" nos melhores de 2015


The Care of Birds / O Cuidado dos Pássaros
de
Francisco Sousa Lobo

Obra vencedora do concurso Toma lá 500 paus e faz uma BD! 2013

"Peter Hickey is to paedophiles what birdwatchers are to hunters". Peter Hickey dixit. What is meant by this oblique statement is the crux of this graphic novel. Peter Hickey is a godless catholic perv. Peter hickey has a saint syndrome. "Peter Hickey está para os pedófilos como os observadores de aves estão para os caçadores", assim diz Peter. O possível sentido desta frase obscura forma o próprio cerne deste romance gráfico. Peter é um católico tarado e sem deus com um síndroma de santo.

140p. duas cores 16x23cm, capa duas cores, edição brochada
ISBN: 978-989-8363-32-9
In English with Portuguese subtitles / Em inglês com legendas em português

PVP: 15€ (50% desconto a sócios da CCC, jornalistas e lojistas) à venda na loja em linha da Chili Com Carne e na Pó dos Livros, Artes & Letras, El Pep, Mundo Fantasma, BdMania, Matéria Prima, Letra Livre, Bertrand, Linha de Sombra e Tasca Mastai.
Buy: Neurotitan (Berlin), Orbital (London), Quimby's (Chicago)...

Historial: Obra vencedora do concurso Toma lá 500 paus e faz uma BD! (2013) ... Lançamento na BD Amadora 2015 ... Lista dos Melhores Livros de 2015 no Expresso ... My Top Ten International Graphic Novels of 2015 (non-UK/North American published originally in English or bilingual) by Paul Gravett ... Best Graphic Novels (Portugal) by Pedro Moura in Paul Gravett site ... 

"peeping tom" aqui / here





Feedback:  

Já li o livro do Francisco Sousa Lobo. Gostei, apesar de toda a problemática do pedófilo e de às vezes ser difícil lidar com o que se possa sentir pela personagem (mas pensei que em relação a isso o livro era mais problemático e comprometedor), tem momentos muito bonitos, dos pássaros presos na rede, ele a conversar com as aves, desadequação do personagem ao mundo... e a parte final em que enlouquece (não estaria já louco?) e se deita do chão de cara para baixo à espera de um raio que o fulmine. Achei bastante poético. 

I like its mysteries and allusions, the gaps left in the dialogues, great use of the gaps and faultlines between what we are shown and what we are told.  Congrats, it’s further proof of Francisco's great work and development.
Paul Gravett (by e-mail)

Um dos mais discretos e interessantes autores portugueses de banda desenhada regressa com uma edição bilingue, uma narrativa que revolve as vísceras da natureza humana para as mostrar frágeis e inúteis enquanto conta a história de um homem que podia ser o nosso vizinho do lado. 
Sara Figueiredo Costa in Parágrafo, suplemento de Ponto Final (Macau) 

Desta vez Sousa Lobo debruça-se sobre um dos assuntos mais sensíveis, o da pedofilia. Esta é a história de Peter Hickey, um homem que parece acreditar que “está para os pedófilos como os observadores de aves estão para os caçadores”, um conceito que será explorado ao longo destas páginas naquele que é, sem qualquer hesitação, um dos mais portentosos livros do ano.

Is eager birdwatcher Peter Hickey ‘a godless Catholic perv’ or does he have ‘a Saint syndrome’? Deeply discomforting themes of sin and sincerity are cleverly underplayed and implied. I enjoy the book’s allusiveness, the gaps Lobo leaves in the dialogues, and his great use of the faultlines between what we are shown and what we are told, leaving what is left for us to tease out. “Words can become phantom limbs we never knew we had…”

LE PETIT OISEAU VA SORTIR... The Care Of Birds est un roman graphique de Francisco Sousa Lobo publié initialement en 2014 par Chili Com Carne, une maison d'édition post-psychanalytique portugaise dédiée à la BD et au dessin. Peter Hickey est ornithologue: il a été formé à 9 ans par un homme qui aimait beaucoup lui tenir la main. A présent, à 60 ans, il aimerait transmettre sa passion pour les oiseaux, en tout bien tout honneur. Dans cette histoire, où "les mots sont des membres fantômes", le dessin ne fait que suggérer ce que le langage ne recouvrira jamais. Le personnage principal communique avec les oiseaux, qu'il aime plus que tout étudier en compagnie de jeunes garçons. Les oiseaux lui disent des choses, et semblent lui obéir. L’ambiguïté de ses rapports avec ses petits collaborateurs est développé à la manière d'un malaise onirique, d'une torpeur fiévreuse.
Benjamin Efrati in Droguistes (e-mail newsletter)

The Care of Birds é, sem qualquer dúvida, um livro maior. Um livro que se desprende de toda e qualquer amarra de género e dos mecanismos (narrativos, visuais, estruturais) habituais da banda desenhada, portuguesa ou outra. Um título que não tem qualquer ambição de chegar a “todo o público”, nem sequer de serenar ou emocionar aquele ao qual chegará. A poeticidade de Francisco Sousa Lobo é sofrida, exigente, abole quaisquer consensos possíveis. Sem efeitos de pirotecnia emocional, lê-lo é uma armadilha se se toca a raia dos seus perigos. Difícil, profundo, angustiante, de uma lentidão que não significa tranquilidade, desprovido de quaisquer adornos e de efeitos, The Care of Birds é um jogo de tensões entre o melodrama de um Dostoievsky e a paralisia de um Kafka.
Pedro Moura in Ler BD

Despite its 100-plus pages, The Care of Birds is a tale mostly made of silences and doubts, both of the protagonist and the reader. Peter Hickey is an older man, an accomplished birdwatcher, birdsong imitator and bird draughtsman. But he is assaulted by strange feelings of seemingly innocent friendship toward children, which might be interpreted by many as pedophilia. A profound Catholic, Hickey is at the same time well aware of an uncrossable line but also haunted by sinning, that may or may not have taken place. All the questions that arise from the little plot there exists, if answered, are ambiguous. Difficult, profound, agonising, slow-paced but not tranquil, bereft of adornment and effects, The Care of Birds is a tour de force between Dostoevskyan drama and Kafkesque inaction, making it not only a great book within the Portuguese context but internationally as well.
Pedro Moura in Paul Gravett site

500 paus tweet se tivessemos twitter (!)

O Júri já chegou a uma conclusão em relação ao vencedor das onze propostas de autores / sócios que chegaram para o concurso. Foi a maior participação de sempre neste concurso...
Dia 14 de Fevereiro será revelado o resultado!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Como ser sócio da Associação Chili Com Carne?

O regime de sócios da Associação Chili Com Carne passa pelo pagamento de uma jóia no valor de 30€ (15€ para menores de 30 anos) e o envio dos seguintes dados para o nosso e-mail: ccc@chilicomcarne.com

_nome
_data de nascimento
_morada
_tlm
_e-mail
_www
_fotografia (um jpg qualquer para fazer o cartão de sócio)

O valor da quota deve ser depositado na conta do seguinte EBAN: PT50003502160005361343153 (swift / bic: CGDIPTPL); ou através de paypal.

Quais as regalias de ser sócio da CCC?
_Oferta do livro Futuro Primitivo, uma antologia de "screwed and chopped comix";
_50% de desconto sobre as edições da CCC;
_30% de desconto sobre as edições da MMMNNNRRRG;
_Desconto sobre outras edições presentes no catálogo online da CCC;
_informação em primeira mão de projectos da CCC;
_apoio a projectos editoriais*.
_descontos no uso do projector de vídeo.


E depois disto?
Passado um ano há um quota a pagar de 10€ e ainda recebe um exemplar da CriCa Ilustrada #3!!!



* Apoio a projectos editoriais Ao longo do tempo a CCC tem vindo a definir de forma mais precisa qual a vertente de actividades para a qual está mais vocacionada, sendo que a edição em suporte de papel tem sido aquela que a CCC melhor tem sabido gerir. Os sócios da CCC com projectos editoriais poderão solicitar o apoio no campo da produção, distribuição e promoção. A selecção de projectos será discutida consoante cada caso. Sendo que seja imperativo ler este MANUAL!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Mundos em Segunda Mão - Volume 2 na Linha de Sombra


Lançamento nortenho na livraria SNOB, em Guimarães, dia 19 de Dezembro, às 19h com conversa entre Manuel João Neto (tradutor, co-autor de Terminal Tower) e Marcos Farrajota (editor). Projecção de "cinekomixes" de Edgar Pêra.


Mundos em Segunda Mão, volume 2
por
Aleksandar Zograf

Mais um volume cheio de crónicas em BDs publicadas originalmente na revista Vreme, na Sérvia, e depois um pouco por todo o lado. Com prefácio e "CineKomix" de Edgar Pêra

recomenda-se (...) vale a pena conhecer o universo único deste autor, da arqueologia da cultura popular a entrevistas com artistas contemporâneos, passando pela análise de estranhos (mas reveladores) objetos encontrados em feiras da ladra e alfarrabistas por toda a Europa. Jornal de Letras

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Em português, traduções por Sara Figueiredo Costa, Marcos Farrajota e Manuel João Neto. Legendagem DTP e design por Joana Pires.
68p. 16,5x22,5cm a cores.
500 exemplares.

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PVP: 13€ (30% desconto para sócios da CCC) à venda na loja em linha da CCC e ainda na Pó dos LivrosArtes & Letras, Mundo FantasmaEl PepMatéria PrimaLetra Livre, Bertrand, Linha de SombraTasca Mastai e Palavra de Viajante.

Atenção: as BDs de Zograf não tem continuação, o que significa que ler este volume implique ler o anterior - que ainda está disponível aqui.


...

Excerto do prefácio de Edgar Pêra: 

Conheci o Aleksandar Zograf há 10 anos. Soube que vinha a Portugal e, como forma de o conhecer, fiz–lhe uma entrevista em formato BD para o jornal Público. Falámos sobre a importância do universo onírico e do estado hipnagógico na sua obra e também da sua vida enquanto Saša Rakezić, vivendo sob os bombardeamentos da NATO. 

(...)

Tal como as antigas colunas gráficas de “Ripley’s Believe it or not”/“Sabia que?”, estes Mundos em Segunda Mão compõem um mosaico de curiosidades interessantíssimas, que tem tanto de geral como de particular. É um universo de conhecimento partilhado. Este segundo volume prossegue a caminhada do pioneiro, com algumas diferenças e excepções. Todas as sequências – quer sejam sobre o Cinema 3D de província ou sobre os campos de concentração – merecem sempre as mesmas duas páginas. Mas, perto do fim do livro, Zograf dedica cinco capítulos a um caderno diário perdido num alfarrabista de rua: com A História de Radoslav coloca-se ao serviço de um desconhecido e homenageia-o narrando excertos da sua vida. São estórias recheadíssimas de peripécias, que por si só dariam um grande romance. Por se tratar de uma adaptação é aparentemente a sequência que mais se aproxima da banda desenhada dita convencional. Mas o seu final abrupto obriga o leitor a regressar ao ambiente de descoberta meteórica do resto do livro. 

(...) 

Estes Mundos em Segunda Mão são afinal mundos em primeiríssima mão, passam sempre pela subjectividade do autor, pelo seu olhar e pelo critério de selecção das narrativas a ilustrar, resultado de uma compulsão para transformar as suas observações e experiências em sequências ilustradas. A vida é revelada sob o prisma da sua arte: pormenores excêntricos merecem atenção triplicada, memórias secundárias são reactivadas. Olhamos para o real sob um ângulo singular. Sem olhar para o umbigo, sem proselitismos, sem querer dar lições de vida, Zograf ensina-nos a olhar para ela de outra forma.


Historial: Lançado no dia 21 de Novembro 2015 na Feira Morta com apresentação por Marcos Farrajota (editor) e projecções de "cinekomixes" de Edgar Pêra... Apresentação na livraria Snob (Guimarães) a 19 de Dezembro por Manuel João Neto e Marcos Farrajota e projecção de "cinekomixes" de Edgar Pêra ...

...


Feedback: Zograf ilustra um passado histórico e pictórico que me interessa muitíssimo, seja a recordar episódios de guerra, os bombardeamentos na sua cidade natal, a apresentar os "tesouros" que invariavelmente descobre em feiras de rua ou a contar episódios de infância, passados no seu país, que me parece tão parecido e tão diferente do meu. André Oliveira ... Este volume dá continuidade ao peculiar método de escrita de Zograf, que o aliará a autores como Bill Griffith, David Greenberg ou David Collier: autores que, em vez de criarem imensos blocos de reportagens ou explorações monumentais de um tema (o que podem igualmente fazer), concentram a maior parte do seu trabalho em curtos ensaios ou “artigos” em torno de notícias, eventos, personagens ou aspectos da realidade humana que não parecem possuir qualquer importância para a transformação das sociedades. (...) Como explica de modo perfeito o prólogo de Edgar Pêra, estas “notículas” fazem-nos lembrar as rubricas Ripley’s believe or not. Breves mas intensas, o modo como Zograf as parece “cortar” sem qualquer tipo de crescendo ou resolução emocional apenas as torna ainda mais inquietantes, promissoras e fantasmáticas. Pedro Moura

LISBOA é VERY VERY TYPICAL na Linha de Sombra




Lisboa é Very Very Typical

experiências de quem estudou ou trabalhou em Lisboa

1 Capital europeia / 12 autores estrangeiros / 9 países / 3 continentes

Nesta colecção para quem gosta de "viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro" já se deram muitas voltas, da Europa aborrecida à Guiné-Bissau. Pela primeira vez, vira-se para o umbigo e viaja por Portugal, ou melhor... por Lisboa!

Todas as nossas antologias nascem de ideias puras mas por serem tão ingénuas acabam sempre erráticas... Não nos estamos a queixar antes pelo contrário, glorificamos o erro! A culpa é da "espanhola do caralho" que nos foi impingida para entrar na Zona de Desconforto, colectânea de autores de BD portugueses que contavam as suas experiências no estrangeiro enquanto estudantes ou trabalhadores. Begoña Claveria seria um contra-ponto, uma estrangeira a comentar Portugal, uma ideia com piada mas que não coube nesse volume e a sua BD ficou em águas de bacalhau...

Passado um ano e dado ao sucesso que obtivemos com Zona de Desconforto, pensamos que seria um bom desafio juntar estrangeiros que vivem ou viveram em Portugal. Plano arriscado! Há assim tantos autores que tenham passado por cá? E que queiram arriscar a fazer uma BD?

Há! E muitos! Ao ponto de alguns não terem deixado de dar notícias - temos muita pena dos autores africanos que nos deixaram na mão... Outros apareceram e sem papas na língua. De três continentes diferentes e com experiências variadas, muitas em volta das questões laborais portuguesas, eis Lisboa é Very Very Typical.

Lisboa!? Não era para ser sobre Portugal? É coincidência mas a verdade é que todas as BDs tem a capital como centro geográfico dando razão ao que se diz que "o resto é paisagem"! Talvez de futuro tenhamos de fazer uma antologia sobre estrangeiros no Porto ou Alentejo, até lá fiquem com as visões de Anica Govedarica (Croácia), Taís Koshino (Brasil), Elias Taño (Espanha), Alejandro Levacov (Argentina), BNK TNK (Japão), Martina Manya (Espanha), Aude Barrio (Suiça), Nicolae Negura (Roménia), Dileydi Florez (Colômbia), Alain Corbel (França) e Téo Pitella (Brasil). A capa é da responsabilidade do alemão Lars Henkel - autor que já estudou também em Lisboa e chegou a participar numa Feira Laica.

Historial: mostra de originais do livro na BD Amadora 2015 ... Festa de lançamento no dia 29 de Outubro na Zaratan organizada pela 1359 com unDJ MMMNNNRRRG ...

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136p a verde branco, 8p p/b 16,5x23cm, capa a cores com badanas
sem ISBN porque a APEL pretende humilhar os pequenos editores
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PVP: 12€ (50% desconto para sócios, jornalistas e lojistas) à venda na loja em linha da Chili com Carne, na Pó dos Livros, Artes & Letras, Mundo Fantasma, El Pep, BdMania, Matéria Prima, Neurotitan (Berlim), Tasca Mastai, Letra LivreLinha de SombraBertrand e Palavra de Viajante.

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Feedback:  Depois de Zona de Desconforto, livro que reunia bandas desenhadas de vários autores portugueses vivendo no estrangeiro, o novo volume colectivo editado pela Chili Com Carne junta autores estrangeiros que vivem em Lisboa. O propósito é o mesmo: dar espaço à reflexão sobre as experiências individuais, as pequenas histórias, as expectativas, potenciando uma leitura mais ampla sobre como é ser-se estrangeiro numa cidade (e logo numa que cada vez mais se promove como destino de sonho para turistas) nos dias que correm. Blimunda 
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Uma Lisboa posta à mesa pelos atípicos (...) é uma obra de arte e em simultâneo o relato na primeira voz o que é ser-se estranho num lugar tão típico. Dif 
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Com várias antologias originais de banda desenhada no currículo (...) a Chili Com Carne tem sabido rodear-se de alguns dos mais prometedores autores de banda desenhada, muitas vezes apostando em principiantes, sempre sem ceder no capítulo da qualidade e da vontade de experimentar caminhos a partir da linguagem da banda desenhada. (...) Com um título como este, o livro arrisca-se a aliciar turistas para uma suposta cidade que, afinal, não cabe nestas páginas. Apesar disso, Marcos Farrajota acredita que Lisboa É Very Very Typical não deixa de ser um cartão de visita da capital, sobretudo para quem não ande à procura de tuk-tuks, tascas gourmet e casas de fado com preços astronomicamente inflacionados: “Não é um diário de viagem ou um daqueles livros de esboços chatos. Quase nunca se vê a cidade, mas daí, qual o problema disso? São as pessoas que fazem as cidades e não os monumentos e museus. Se calhar até é um livro de despedida da Lisboa anacrónica e do século XX para uma nova, menos romântica, provavelmente...” Menos romântica, mas com espaço para gente que se descobre estrangeira apesar de falar a mesma língua, como na história de Téo Pitella, infiltrações inevitáveis nos prédios antigos, a despertarem a bronquite e a narrativa de Alejandro Levacov, casas que desaparecem e voltam a erguer-se à medida que alguém precisa de as habitar, na história de Taís Koshino. Páragrafo 
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sobre os autores:

Aude Barrio (1985, França)… a mãe é suiça e o pai português. Vive e trabalha entre Genebra e Lisboa. Faz parte da editora Hécatombe (que já esteve presente numa Feira Laica e exposição na Matéria Prima) e participou em várias antologias como Un Fanzine carré ou Turkey Comics (The Hoochie Coochie). Em 2014, realizou o seu primeiro livro a solo Petit Lapiin Chouin Chouiiin e inaugurou Zonas de Habitabilidade, colecção de BDs "à quatro mãos" com Barbara Meuli, em 2015.

Begoña Claveria (Lleida, 1982) Graduada em Design Gráfico pela Escola de Disseny i Art (Barcelona), fez também uma pós-graduação em ilustração pela mesma escola. Entre 2005 e 2009 trabalhou como designer e ilustradora colaborando com vários ateliers. Em 2009 mudou-se para Lisboa onde realizou um estágio com a PVK Editions e em 2010 começou a trabalhar na Ivity Brand Corp. Actualmente trabalha em regime de part-time nesta firma e colabora habitualmente em projectos no âmbito da edição e da ilustração. Publicou seu primeiro livro de desenhos em 2014 Vous avez de la biére? Non, juste le whiskey bérbère pela Senhora do Monte, editora que ajudou a fundar com Anafaia Supico e Nuno Barroso.

Alain Corbel (Bretanha, França, 1965) viveu em lugares tão diferente como Bruxelas, Marselha, na Gasconha, em Lisboa e Baltimore. É conhecido como ilustrador e colaborou com muitos autores portugueses. É também autor de BDs, escreve, faz fotografias e sestas com muito gosto. Desde 2000, e a seguir o projecto de livro Ilhas de fogo (ACEP; 2002), viajou regularmente nos países africanos de língua portuguesa, assim como em Timor-Leste, onde organiza oficinas de ilustração e escrita. É é professor no departamento de Ilustração do Maryland Institute College of Art (EUA) e é também o coordenador do programa Unspoiled Africa.

Dileydi Florez ( Bogotá, 1990) É ilustradora e Designer. Estudou Design no IADE e Ilustração Artística na Universidade de Évora. Em 2013/14 foi bolseira e finalista do curso de Ilustração e BD no Ar.Co. Actualmente vive e trabalha em Lisboa. A sua primeira obra de BD Askar, o General (Chili Com Carne; 2015) é inspirada em iluminuras persas e gravuras japonesas.

Anica Nina Govedarica (Zagreg; 1971) Estudou Belas-Artes em Zagreb durante quatro anos, desde 1997 que se dedica às artes plásticas e participou em numerosas exposições individuais e colectivas em Portugal, Croácia e Inglaterra. Esta é a sua primeira experiência em BD.

Taís Koshino (Brasília, 1992) é estudante de Comunicação Social com habilitação em audiovisual na Universidade de Brasília, tendo feito programa de intercâmbio na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. É co-fundadora do selo editorial Piqui, criado em 2011, com mais de dez publicações e participações em feiras nacionais e internacionais.

Alejandro Levacov (Buenos Aires; 1973) Três anos depois de nascer começou a Ditadura mais sangrenta do seu país. Desde então já passaram 14 Presidentes por este país (4 deles ditadores), mega-desvalorizações e uma bancarrota. A história recente argentina exemplifica a capacidade de improvisação e sobrevivência que caracteriza os seus habitantes. Emigrou para a Europa em 2002 (pós "corralito") morando em Barcelona, Lisboa, Maputo e Porto e trabalhando como Designer, ilustrador, cozinheiro, modelo, actor… Retornou ao seu país em 2013 com Júlia Tovar – ver Zona de Desconforto (Chili Com Carne; 2014) vivendo os dois (três!) em Buenos Aires.

Martina Manyà (Barcelona, 1983) estudou nas Belas Artes de Barcelona. No início de 2006 muda-se para Lisboa, para fazer um Erasmus, e desde então não conseguiu deixar Portugal. Tirou o curso de Ilustração e BD no Arco e actualmente vive e trabalha entre as duas cidades.

Nicolae Negura (Vaslui; 1987) é um ilustrador e artista romeno que desde há alguns anos tem feito de Lisboa a sua casa e fonte de inspiração. Gosta de utilizar cores fortes e garridas mesmo quando aborda temáticas mais depressivas . Outra fonte de inspiração é a BD vintage, que define completamente o seu traço.

Téo Pitella (1985) tirou o curso de Design Gráfico na Universidade Federal do Paraná, Gravura na Escola de Música e Belas Artes do Paraná e é Mestre em Arte Multimédia com especialização em Fotografia na Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Actualmente dirige o projecto editorial 1359, onde trabalha com Risografia e edições de autor. Já realizou exposições no Brasil, Portugal, França, Moçambique e EUA. Tem experiência em fotografia editorial produzindo material para edições de diversas revistas e jornais.

BNK TNK (1976; Tóquio) chegou a Portugal em 2005 com um diploma em arte do vidro (TAMA - Universidade de Arte em Tóquio) e um amor por todas as coisas relacionadas à luz e reflexos. Rapidamente apaixonou-se pela luz de Lisboa e, consequentemente, decidiu ficar e completar a sua formação, tirando um curso avançado de Artes Plásticas no Ar.Co. Foi um passo natural combinar o conhecimento adquirido e sua grande paixão por culturas orientais - tanto o lado artístico e espiritual a fim de desenvolver diferentes formas de artes cénicas, sempre inspirados na natureza e no seu interior e os fluxos de energia exteriores. Desde esse momento tem realizado inúmeras intervenções, espectáculos e performances a solo e em colaboração com diversas instituições, passando por países como Itália, Japão e Portugal.

Elías Taño (1983) é desenhador e editor ocasional na cidade de "Violência" desde 2004. Dedica o seu tempo a andar para cima e para baixo com livros e outras coisas, viajando sobretudo pelas penínsulas europeias (a italiana e a ibérica) e por outros lugares do sul do mundo com a companhia de teatro-político Atirohecho. O seu grafismo tem fins políticos e de insurreição e trabalha em cartazes sobre os muros da cidade de forma totalmente anónima. Edita desde 2011, a revista Arròs Negre. Trabalha em serigrafia num edifício em ruínas que partilha com um escritor das ruas e um indigente napolitano.