blogzine da chili com carne

sábado, 29 de Novembro de 2014

O Tempo da Geração Espontânea ::: lançamento lisboeta na FEIRA MORTA


Depois do lançamento brasileiro e universal n'A Bolha (Rio de Janeiro), O Tempo da Geração Espontânea, novo romance de Rafael Dionísio será apresentado na próxima Feira Morta por Pedro Madeira, dia 29 de Novembro (Sábado), às 16h, nos Estúdios Adamastor.

Este livro Atravessa o arco temporal de fins do século XIX até aos anos oitenta do século XX. No entrelaçar da vida de algumas personagens estalam as contradições do colonialismo, da esquerda, da revolução e da vida depois disso. É um retrato de uma certa geração que nasceu em Angola e que cresceu dentro do regime, na posição de estarem contra ele, e das dificuldades e adaptações que sofreram para se manterem à tona, cada um à sua maneira. É uma obra de um maior fôlego narratológico, sendo, simultaneamente um romance histórico e uma reflexão sobre Portugal. Mas tudo isto a la Dionísio, como é evidente.

356 p. 21x14,5 cm, edição brochada

ISBN: 978-989-8363-26-8
Capa de David Campos
Design de Rudolfo´

já está à venda aqui e na El Pep, Artes &  Letras... e brevemente Letra Livre, Pó dos Livros, FNAC, Bertrand, Matéria Prima,...

ccc@IV.Feira.Morta




Vamos estar lá, claro!
E Graças aos contactos internacionais da Chili Com Carne, finalmente a Feira Morta vai receber pela primeira vez uma série de autores / editores estrangeiros!!!

Nesta próxima edição marcada para 29 e 30 de Novembro outra vez nos Estúdios Adamastor, teremos três convidados, a saber: Michał Słomka, um dos responsáveis da editora polaca de BD Centrala (imagem) e organizador dos concursos internacionais de BD "Ligatura" e "Silence"; o francês BeauSoir que volta a Portugal depois de ter estado na primeira edição da Feira do Jeco (2011); e ainda Kaja Avberšek do colectivo esloveno Stripcore / revista Stripburger, com que participamos na antologia Greetings from Cartoonia.

Vai ser bom!

sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

O Desenhador Defunto / The Dying Draughtsman


Eis o novo volume da Colecção CCC!!! The Dying Draughtsman / O desenhador defunto de Francisco Sousa Lobo é o primeiro livro de BD a solo nesta colecção e realmente é o primeiro romance gráfico no catálogo da Chili Com Carne!

O autor foi premiado em Outubro do ano passado no nosso concurso interno "Toma lá 500 paus e faz uma BD" com um trabalho a surgir para Abril de 2014, por isso, até lá, este "desenhador defunto" ainda dará muito que falar a quem se atrever abri-lo! Mas tenham cuidado, não devem abanar muito o livro nem engoli-lo com riscos de graves para a sua saúde, riscos esses mais agudos e perfurantes que ler Will Self, Aldous Huxley e Graham Greene todos juntos e ao mesmo tempo.

O trabalho de Francisco Sousa Lobo, no campo da banda desenhada, tem sido esparso e dilatado no tempo, mas não é de forma nenhuma negligenciável, sendo alguém que vai ocupando o seu espaço de um modo tranquilo e certeiro, com uma produção pouco dada à espectacularidade e aos géneros mais usuais. Em termos tópicos, The Dying Draughtsman / O desenhador defunto (…) centrar-se-á precisamente nesse diálogo, e no espaço de tensão existente entre ambas as áreas. Francisco Koppens é um funcionário de um escritório de arquitectura, antigo projectista que agora se vê obrigado a trabalhar com programas digitais com os quais não se dá muito bem, numa Londres aparentemente inóspita a este imigrante português. É possível que haja projecções auto-ficcionais da parte do autor, mas não sendo isso nem explícito nem confirmável através de outras informações textuais, é questão de somenos (no entanto, a bem da correcção, leia-se a breve correspondência do autor com Hugo Canoilas, no fim do volume, para abrir pistas nesse sentido). Se temos alguma oportunidade para ir compreendendo algumas das crises da vida pessoal e quotidiana deste Francisco – o trabalho que corre cada vez pior, a distante relação com a mulher, a pressão da herança católica, inescapável e doentia -, é a sua posição enquanto corpo face à arte que ocupa o lugar central do livro.

Francisco Koppens parece dedicar a sua vida mais íntima, e os momentos livres, a uma obra de banda desenhada, que mescla ficção científica e social (uma sociedade no ano 3000 em que uma ditadura de mulheres terá quase exterminado os homens e mantém um poder fascista sobre a terra), possível forma de expiação dos seus pecados. Nesse sentido, Koppens tem alguns laivos de obsessivo similares à vida e obra de Henry Darger, se bem que esta personagem de Sousa Lobo aparente ainda algum grau de integração e comunicação com o mundo, pelo menos simulando algum aspecto de “normalidade”. No entanto, jamais temos acesso a essa obra propriamente dita: com a excepção de algumas vinhetas pela mesma mão do autor/narrador, o que nos leva a pensar ser somente uma projecção mental de Koppens. As pranchas desenhadas por este (uma banda desenhada dentro de uma banda desenhada) aparecem sempre com estruturas regulares mas de vinhetas ora despidas ora totalmente cobertas a negro, com linhas sobrepostas e riscadas. (…) Pedro Moura in Ler BD

_-_-_-_

Design de Joana Pires
128p. 16,5x23 cm a duas cores
500 exemplares
ISBN 978-9898363-22-0

Historial : O livro foi lançado oficialmente no dia 1 de Novembro na Galeria Kamm, em Berlim ... Originais na exposição Abecedário Ar.Co 40 anos no Museu do Chiado ... Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal ... Seleccionado por Pedro Moura como um dos cinco dos melhores livros portugueses de BD (2013) no site de Paul Gravett ... BD de Lobo na Art Review ... Nomeado para os Troféus Central Comics 2013 para melhor Livro, Argumento e Desenho...Originais expostos no Festival de BD de Treviso ... nomeado para Prémios da BD Amadora para melhor Livro, Argumento e Desenho...

O livro custa 15 euros ao público (50% desconto para sócios da CCC, lojistas e jornalistas), pode ser adquirido no nosso sítio oficialTrem AzulFábrica FeaturesMundo Fantasma, Abysmo, Feira da BD e Poesia, BdMania, Matéria Prima, Artes & Letras, Kingpin Books, Pó dos livros, UtopiaLetra Livre, LAC, FNAC, NAU e Rough'Nough.
You can buy this book at Quimby's (Chicago), Gosh Comics (London), Orbital (London) and Lambiek (Amsterdam)

...

Podem ver aqui as primeiras páginas:

Feedback : já li O Desenhador Defunto, nunca tinha lido nada assim, acho que amanhã vou ler outra vez, é capaz de ser um dos melhores livros publicados pela Chili, e um dos melhores do ano. David Campos ... isto é mesmo o melhor livro da Chili. Perfeita simbiose entre arte e argumento, sem nenhuma ofuscar a outra e que no final não te deixa simplesmente arrumar o livro. Andre Coelho ... Recomendando por Sara Figueiredo Costa in Expresso ... Se Duchamp havia descontextualizado e recontextualizado os seus trabalhos através da fotografia, Sousa Lobo fá-lo agora através da BD. Gabriel Martins in Rua de Baixo ... um dos melhores livros nacionais desta última década Rudolfo in Vice  ... It seems that comics finally provide Koppens, and his creator Lobo, with the style and method to write that postponed suicide note, as the remarkable graphic novel The Dying Draughtsman - Paul Gravett in Art Review ... O efeito gráfico vinca a sensação que o protagonista é ele mesmo parte de uma exposição, que a sua vida é a sua Arte, o livro uma meta-galeria onde espectadores/leitores comentam as suas desventuras. Ou, em alternativa, que a sua loucura é irremediável. O estoicismo da composição retangular e o desenho quase anódino contrastam admiravelmente com a violência extrema que fervilha logo abaixo da superfí­cie, nas reflexões e nas BDs incompletas de Francisco (Koppens). (...) Mas tudo isto são apenas elementos adicionais para um livro surpreendente, que estimula tanto pelos diálogos que tenta, como pelos silêncios que não resolve. João Ramalho Santos in Jornal de Letras ... É sem dúvida um acto de coragem esta partilha e exposição de acontecimentos tão pessoais e tão pouco explanados habitualmente, até mesmo com uma enorme tendência para serem escondidos e ignorados pela sociedade em geral. (...) a leitura não deixa de causar um ou outro arrepio... Leitura altamente aconselhável. - Universo BD ... um resenha sexy no Gerador e aqui... 

ccc@Grafixx


Some of the editions of Chili Com Carne and MMMNNNRRRG will be in Grafixx [Antwerp, Belgium], check them out!

terça-feira, 25 de Novembro de 2014

QCDA #2000 at Fat Bottom Books / Barcelona




Cover - Hetamoé

Sketch - Sofia Neto
Still with burning fingers from the bonfire, Sofia Neto, Silvia Rodrigues, Hetamoé and Amanda Baeza grubbed up carbonized remains of old stories. 
And they say 
"We are not looking for treasures or answers."
Oh! Their efforts and wanderings may seem so futile! Purposeless at first, and even their flesh garments meaningless! But look further. Yes. Look thoughtfully. Even without a battle or mission there is an incorporeal ambition in them. They know that nothing rises from rotten bodies.








Buy HERE and Ediciones Valientes (Spain) and Fat Bottom Books (Barcelona)

Released in Alt Com Festival [Malmö, Sweden] ... supported by IPDJ & Alt Com

Façam apostas!

Merda! Gostei do disco dos Facção Opposta, o Lendas Urbanas (Dunkel; 2013)!!! Juro que não queria porque o disco tem tudo o que menos gosto desde há muitos anos: directo, revivalista, skins e futebol. A sério, malta sem imaginação a querer ser algo que já não podem ser nem nunca poderiam ser, ou seja, elementos de uma subcultura criada na xungaria da Inglaterra nos finais dos anos 70 - man, nem houve Revolução Industrial em Portugal! Assumem-se Skins apolíticos sendo meramente reaccionários, nada contra. Não são racistas ainda que usem imaginário e letras com laivos nacionalistas que irritam mas como se calhar é para enganar e converter os Skins Nazis até passa. Algumas letras são sobre a bola e hooliganismo ou sobre malta proletária mas que se calhar até gastam uma milena para ter as marcas certas de roupa para o curtir este non-stop de síndroma Peter Pan que todas as subculturas da Humanidade sofrem desde que a web.2 passou a ser parte da nossa vida. Seja como for este será dos melhores projectos de Punk em Portugal nos dias que correm pois há aqui força masculina e letras contudentes - a maior parte delas acho de dificil identificação burguesa mas outras como Esquema é universal q.b. Claro que é estranho ouvir músicas sobre uma tradição urbana importada quando se quer fazer hinos à cultura portuguesa num disco editado no Brasil mas na pós-modernidade tudo se engole e tudo se perdoa. A nível instrumental 'tá bem tocado dentro do cânone Oi! mas há pequenas situações inesperadas como umas cordas em Celtiberos ou pífaros no História do 12. Para quem gosta dos brasileiros Garotos Podres (lembrei-me deles porque estão em digressão por Portugal esta semana) este é o disco! E caramba até ao o artwork impressiona de estar tão bem feito e telúrico ao ponto que se eu fosse um jovem Nazi cagava-me todo!

E por falar em boas edições de Punk 'tuga (coisa rara!) destacava o Split-EP lançado o ano passado pela Zerowork e Raging Planet dos Albert Fish e Grito! que tem uma capa super-porreira (quem é que fez a ilustração? não há créditos quando as cenas são boas!?). A mesma anuncia que vamos encontrar um encontro entre Skins e Punks com o cliché todo ao de cima - vendo as fotografias das bandas o que menos temos é moicanos e suspensários. As tribos urbanas em 2000 é todo um mundo Cosplay... A música dos Grito! é também um Oi! com pronúncia do Norte - um orgulho bairrista que só se encontrava ainda há alguns anos na cultura Hip Hop (a excelente e saudosa Matarroa ou o Rey por exemplo). Albert Fish é Albert Fish, Hardcore de sing-a-long escorreito que já não precisa de apresentações, só não sei se os temas são inéditos ou são de registo anteriores que nunca sairam em vinil (é verdade o pessoal desculpa-se com esta!). Quem desenhou a capa carago?

E ainda em vinil temos reedição dos únicos temas gravados dos Grito Final, ou seja Ser Soldado e Bairro da fome, temas que sairam em 1986 originalmente na compilação Divergências (da mítica Ama Romanta). Esta edição (pirata?) pela Teia Edições é deste ano e usa um estilo minimalista gráfico para apresentar uma banda da segunda vaga punk portuguesa. Podia ser um grafismo para uma banda Dark da altura do que para punks... Um erro de "casting"? Ao ponto de ser um design muito mais bonito que a música que ouvimos que é um Punk mais ou menos a abrir a lembrar bandas dessa altura como os Vómito. Talvez porque o som seja rançoso de "vintage" que o design envoque justamente esses outros tempos quando havia ainda esse nojo que era o serviço militar obrigatório e mal se sabia que ia haver o Cavaquistão I e II.

LIVE LOW - THE ANTIPLOT





Live Low - Live Low

ed. 50 cassette

Tesla Tapes



Novo projecto do velho Ghuna X.


segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

QCDA #2000 : Novo Número : as Quatro Chavalas Do APOPcalipse... já nas lojas!

Cover - Hetamoé

Sketch - Sofia Neto

Embrenhadas em procuras, vagueando fora do tempo, as Quatro Chavalas do APOPcalipse [Sofia NetoSilvia RodriguesHetamoé e Amanda Baeza]
vêem os percursos cruzarem-se, conjuradas pela Chili Com Carne. 
Desse encontro resulta o QCDA#2000, uma antologia de BD em formato A3. Tal como no QCDA #1000, que o precede, cada uma encontra em quatro páginas o espaço para mostrar a sua procura, seja ela de uma identidade dupla, de sobrevivência de sentido num mundo próximo da ruína, de verdade entre aqueles que não a querem ver ou de amor entre bosques densos em que a voz se perde.






à venda aqui e em boas lojas como a 1359, El Pep, Mundo FantasmaBdMania e B Shop (CCB / Berardo)

Lançada no Alt Com Festival [Malmö, Suécia] e na 1359 [Lisboa], esta edição foi apoiada pelo IPDJ e pelo Alt Com

FEEDBACK: Quem está familiarizado com as publicações da Chili Com Carne poderá estranhar a capa, uma miscelânea colorida de personagens femininas que podiam ter saído de um episódio mais violento da Candy (...) encontrará uma amostra significativa da qualidade e dos caminhos de experimentação e desafio que alguns novos autores portugueses de banda desenhada parecem querer trilhar. Sara Figueiredo Costa / Blimunda

sábado, 22 de Novembro de 2014

Pacóvio, Grelo e Mirtilo


Sim... já nos entregaram a placa do Prémio Nacional de BD / Melhor Álbum de BD / Zona de Desconforto e só consigo pensar numa música de Vic Chesnutt:

I'm not an optimist, I'm not a realist
I might be a subrealist, but I can't substantiate 
It was bigger than me and I felt like a sick child 
Dragged by a donkey, through the myrtle

Terminal Tower




I define Inner Space as an imaginary realm in which on the one hand the outer world of reality, and on the other the inner world of the mind meet and merge. Now, in the landscapes of the surrealist painters, for example, one sees the regions of Inner Space; and increasingly I believe that we will encounter in film and literature scenes which are neither solely realistic nor fantastic. In a sense, it will be a movement in the interzone between both spheres. J.G. Ballard

Com este 16º volume da Colecção CCC dá-se uma transformação na própria colecção. Se entremeávamos um livro de literatura por um gráfico logo a seguir, durante 14 anos, com quase sempre com os livros do Rafael Dionísio e quase sempre com as antologias de BD, a natureza da obra deste novo livro Terminal Tower de André Coelho e Manuel João Neto, deixa de fazer sentido a nossa lógica editorial ou até a distinção dos formatos dos livros literários dos gráficos.

Terminal Tower teve um processo criativo entre o artista e o escritor fora da lógica da banda desenhada - em que há um argumento para ser adaptado para desenho em sequência. Assim sendo, as ideias do livro foram sendo construídas em simultâneo pelos dois autores, tendo como premissa a de um homem isolado numa torre em estado de alerta.

Partindo dessa torre, Coelho foi criando alguns desenhos que despoletaram ideias narrativas e que potenciaram outros desenhos que por sua vez geriam as indefinições das narrativas que rodeiam esse contexto, numa espiral criativa.

A ideia central do livro é o delírio engatilhado pela paranóia, sem que se perceba se o despertar dos mecanismos da torre é real ou se existe apenas na cabeça do homem isolado na torre, pois nada parece funcionar, tudo parece uma ruína do futuro em que se cruzam referências decadentes aos universos de Enki Bilal, J.G. Ballard (1930-2009) e da música Industrial - não tivessem os dois autores ligados a esse tipo de música através do projecto Sektor 304.

Historial: lançado no dia 31 de Maio no Festival Internacional de BD de Beja com exposição dos originais ... seguido de outras exposições na El Pep / Imaviz Underground (Julho), Treviso Comics Fest (Setembro) e Amplifest (Outubro) ... nomeado para Prémio Adamastor de Ficção Fantástica em Banda Desenhada

...

Feedback: (...) Depois da bomba, os estropiados – depois da expilação nuclear, os mutantes. A monstruosidade é uma sátira cruel à diversidade, uma fantochada feita de ruído. Não tem beleza. Não tem significado. A não ser a beleza do aleatório e o significado que decidimos impor. Criar relevo é inventar significados: vivemos numa realidade imaginada, mas as ficções que criamos não são mentiras, são exofenótipos – não se pode ser humano sem uma torre, mas aceitar a torre é aceitar o monstro. Aceitar o apocalipse. Nada é mais fácil. David Soares / Splaft! ... (...) a NASA tinha inventado o super-negro. (...)  é a BD que está a ir mais longe na busca de um super-negro psicológico, virtual… (...) Logo ao olhar para a capa somos chupados para o seu negrume, que se vai adensando ao longo das primeiras páginas. Percebemos de imediato que estamos num cenário bélico, pré ou pós-apocalíptico… Rui Eduardo Paes / Bitaites ...  Neste livro experimental os códigos da BD são levados a um extremo próximo da abstracção. Não é simpático para o leitor, pois deixa quase tudo em aberto e descarrega nele imagens fortíssimas e acutilantes. (...) Um dos traços da maturidade do género é a amplitude de um campo de expressão que vai do pueril intencional ao questionar dos limites, zona de fronteira onde este Terminal Tower tão bem se insere, mais próximo de uma sequência pictórica do que da narrativa linear. Lendo-o, ou sendo mais preciso, construindo mentalmente uma possibilidade ficcional a partir da iconografia, ressoava-me na mente o ruído elegante do noise industrial (...) Mais do que uma história, este livro é uma experiência do tipo mancha de Rorschach. Vê-se o que se espera, mas também se vê o que se sente no íntimo. E sublinho: contém ilustrações de tirar o fôlego, que se destacam no absoluto preto e branco mate do papel impressão mas se vistas no tamanho real e media original ainda são mais deslumbrantes. Artur Coelho / Intergalatic Robot ... As receitas de químicos e materiais, numa profusão de termos técnicos específicos, (...) em que uma suposta linguagem o mais objectiva possível, sendo apresentada num contexto totalmente deslocado e acompanhado pela materialidade das imagens e em relações texto-imagem inesperadas, atinge uma dimensão poética tumultuosa, que obriga o leitor a tentar coordenar elos vários, nenhum dos quais possivelmente o correcto, mas cujo objectivo é mais atingido pelo movimento de tentativa do que por uma conclusão conquistada. Pedro Moura / Ler BD ... Um livro para pensar, esta deveria ser a referência de todas as publicações, mas nem sempre é assim. Com Terminal Tower é verdade. Jorge Freitas Sousa / DNotícias


...
ISBN: 987-989-8363-27-5
144p. p/b + cores, 16,5x23cm
...
PVP : 15 euros (50% desconto para sócios CCC, lojas e jornalistas) à venda na loja online da CCCMundo Fantasma, Matéria Prima, Louie Louie (Porto), BdMania, NAU, El Pep, New Approach Records, Utopia, Bertrand, Letra LivreArtes & Letras e Feira do Livro de BD e Poesia.
...
Exemplos de páginas: