Já não há maçãs no Paraíso
Max Tilmann
edição / published by MMMNNNRRRG; 2007
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128p. 2 cores, 25x20 cm ao baixo, capa dura 2 cores / 128 p. 2 colours print, 25x20cm hardcover book
ISBN: 976-972-98527-5-6
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folheamento de livro aqui / browse the book here
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Novo livro de Max Tilmann, pintor e dramaturgo, nascido a 4 de Abril de 1955 em Oldenburg (Alemanha). Estudou na Academia de Artes de Düsseldorf, influenciado pela obra e pela personalidade de Joseph Beuys. Vive em Londres desde 1985.
New book of Max Tilmann, painter and playwright, born in Oldenburg (Germany) on April 4th, 1955. He studied at the Arts Academy in Düsseldorf and was influenced by the work and personality of Joseph Beuys. He has been living in London since 1985.
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PVP: 15€ (desconto 20% aos sócios no site da Chili Com Carne)
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pontos de venda: Ao Sabor da Leitura (Moura), Arquivo (Leiria), BdMania, Book&Shop, Central Comics (Porto), Letra Livre, Matéria-Prima (Lisboa e Porto), Mongorhead, Mundo Fantasma (Porto), Soundcraft (na Fermento), Cave (Lisboa), Utopia (Porto), Tubo d'Ensaio (Figueira da Foz) e Velha-a-Branca (Braga).
International bookstores: Panta Rhei (Madrid), Sens Entido (Madrid), Le Monte en L'air (Paris) and Neurotitan (Berlin).
Feedback: É na terra que tudo se constrói, mesmo as possíveis representações do céu. Se no livro anterior Max Tilmann invocava as palavras do profeta Jeremias, colocando a memória e a responsabilidade no centro de toda a hipótese de redenção, neste novo opúsculo é de William Blake a epígrafe que fornece as linhas de leitura: “O que é o homem?/ Toda a Luz que o Sol mostrar/ Depende do nosso Olhar”. As composições que mostram pessoas em diferentes momentos da sua vida sexual e da expressão do seu corpo – e que poderiam corresponder a uma ideia literal do ‘pecado original’, a maçã que expulsou Adão e Eva do paraíso – alternam em sequência com as imagens que parecem elencar os pecados do mundo: terrorismo, discriminação racial, estigmas sociais, doença mental, perigo nuclear, tudo o que a cruz não redimiu (e por vezes, assumida noutros sentidos, apenas agravou). Não há paraíso algum quando olhamos à volta, quando acompanhamos a sequência de imagens de Tilmann. Dependerá do nosso olhar, como se lê em William Blake, e dependerá sobretudo do que pudermos fazer com a responsabilidade e a memória do mundo que se encontram no eixo da retórica plástica e narrativa de Tilmann. Mas para o olhar que literaliza a ideia do pecado original, a maçã é apenas uma maçã, e muito provavelmente estará putrefacta. (pontuação máxima 10) Sara Figueiredo Costa / Os Meus Livros ... Se a maçã (do Paraíso) deve ser entendida como não somente o fruto proibido mas como aquele fruto que nos daria acesso ao conhecimento do Bem e do Mal, ou seja, um Verdadeiro Conhecimento, e portanto Para Além do Bem e do Mal, então poderemos ler este título de ecos tão bíblicos quanto o anterior como indicando ser possível um retorno ao Paraíso, através, quiçá, da sua reconstrução na terra, permitida pela tecnologia (um Paraíso 2nd life?), mas no qual jamais se poderá esperar reencontrar esse acesso, pecaminoso ou não. Não é possível saber. Tudo nos é permitido, mas é-nos vedado ser. (...) Pedro Moura / Ler BD

+ feedback: (...) O traço impulsivo e carregado faz lembrar, a alguma distância, as gravuras pré-históricas, mas transferidas para um moderno contexto apocalíptico como se os desenhos houvessem sido produzidos não pelas testemunhas das hecatombes ilustradas, mas pelos descendentes desses sobreviventes: serão, por conseguinte, objectos sagrados porque perpetuam a memória de um modo mítico. Não são documentos objectivos, como gravações de som e imagem conservados para análise futura, mas tótemes (...) David Soares ... Será que já não existem maçãs no Paraíso? Max Tilmann (...) diz que não. (...) as imagens levam-nos a equacionar se existirá ou não um paraíso (...) Todas as possibilidades fazem parte deste livro que para além de quase bíblico é bastante metafórico Umbigo


























