blogzine da chili com carne

Quarta-feira, 29 de Maio de 2013

"a" maiúsculo com círculo à volta / LANÇAMENTO: 29 MAIO na TREM AZUL



Muitas vezes, e não em poucos casos abusivamente, o punk foi/é identificado com o anarquismo. Em outra área, são habituais as analogias da chamada "livre-improvisação" com os princípios libertários, mesmo quando quem toca são músicos com perspectivas políticas e sociais influenciadas por correntes marxistas como o trotzkismo e o maoísmo. Seja como for, há mais conexões entre Música e Anarquia do que aquelas que se supõe. Um contributo para o seu desvelamento, tanto quanto para a desmitificação de algumas ideias feitas, está neste novo livro de Rui Eduardo Paes, o segundo do autor na colecção THISCOvery CCChannel, depois de Bestiário Ilustríssimo.

O novo livro de Rui Eduardo Paes relaciona as músicas de hoje (jazz, improvisação, pop-rock, noise, electrónica experimental, música contemporânea) com as novas tendências do pensamento libertário, descobrindo analogias mas também desmistificando ideias feitas. Daniel Carter, Lê Quan Ninh, John Cage, Fela Kuti, Frank Zappa, Thom York (Radiohead) e Nicolas Collins são algumas das figuras retratadas pela escrita analítica e de dimensão filosófica, mas não raro com humor e alcance provocatório, do ensaísta e editor da revista “online” jazz.pt. Entre os temas percorridos ao longo dos 10 capítulos amplamente ilustrados estão o ocultismo, a espiritualidade, a ciência, a ficção científica, a tecnologia, o amor e o sexo, com referência a autores como Robert Anton Wilson, Hakim Bey, Murray Bookchin, Starhawk e Ursula K. Le Guin.

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O livro é ilustrado por vários artistas da Associação Chili Com Carne: Joana Pires, Marcos Farrajota  (imagem), André Coelho, Jucifer, Bráulio Amado (acumulando o cargo de Designer do livro), José Feitor, David Campos, Daniel Lopes, André Lemos, João Chambel e Ana Menezes.

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Edição da Chili Com Carne e Thisco a lançar em 29 de Maio de 2013, às 21h30, na Trem Azul, Lisboa, com a participação do escritor Rafael Dionísio e do músico Paulo Chagas, seguido de concerto de Shameful Iguanas [Luís Lopes: guitarra eléctrica; Hernâni Faustino: baixo eléctrico; Marco Franco: bateria] e bar à disposição, com cerveja à pressão fresquinha.

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Sobre o autor: Com quase 30 anos de actividade repartida entre o jornalismo cultural, a crítica de música e o ensaísmo teórico, Rui Eduardo Paes é autor de vários livros sobre as músicas criativas. É o editor do site jazz.pt, membro da direcção da associação Granular e autor dos press releases da editora discográfica Clean Feed. Foi um dos fundadores da Bolsa Ernesto de Sousa. Assessorou a direcção do Serviço ACARTE da Fundação Calouste Gulbenkian e integrou o júri do concurso de apoios sustentados do Instituto das Artes / Ministério da Cultura para o quadriénio 2005-2008.

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80p p/b; 16,5x22cm
ISBN: 978-989-8363-21-3
PVP: 10 euros (50% desconto para associados, lojistas e jornalistas)

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muito obrigado pelo envio do teu livro já maquetizado. os textos estão soberbos e o trabalho gráfico ficou excelente! parabéns a quem concebeu e materializou este objeto literario-grafico-musical absolutamente único! António Branco (crítico de música que irá apresentar o livro em Coimbra no Jazz ao Centro, Coimbra, Junho 2013)

Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

exposição do livro Kassumai no Festival internacional de BD de Beja


e em Beja já se começa a preparar o festival ...  deixo-vos aqui um dos painéis realizados para  a exposição do livro Kassumai da minha autoria.

Inferno


A Divina Comédia de Dante Alighieri (1265–1321) é daqueles livros que toda a gente já ouviu falar mas terão sido poucos os que realmente o leram.

O Inferno tem nove círculos nos quais as almas dos condenados são punidas de forma burocrática. Entre elas vamos encontrar alguns dos inimigos de Dante – entre muitas coisas, esta obra também é uma sátira política. Dante viu o nascimento do Capitalismo tal como o conhecemos e criticou os novos ricos do seu tempo.

Quando Marcel Ruijters trabalhava neste livro, havia cada vez mais conversas nos media sobre a morte do capitalismo. A edição original holandesa saiu meses antes da queda dos mercados de 2008.

Esta adaptação que é feita num estilo de “gozo medieval” é a forma que Ruijters encontrou de criar interesse pelo texto original.

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edição MMMNNNRRRG
120p. p/b, capa 3 cores, 165x230mm
500 exemplares impressos em Dezembro 2012 
ISBN: 978-989-97304-5-8
tradução: Ondina Pires --- arranjo gráfico: Joana Pires

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PVP: 15 Euros 
(descontos para associados, lojistas e jornalistas)

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Feedback:
Inferno é o melhor trabalho de Marcel Ruijters, um dos livros mais hilariantes nos tempos recentes. A versão de Ruijters do La Divina Commedia de Dante é uma pastiche grotesca com belos desenhos (…) cheia de trocadilhos visuais à Tex Avery, que deixa os leitores em risinhos. Relatório do Júri VPRO para melhor BD holandesa de 2008
Inferno é cheio de horror e humor. As surpresas e piadas aparecem sobretudo nos detalhes dos seus robustos desenhos. De Groene Amsterdammer [jornal holandês]
Quando se compara com a arte, obrigatóriamente romântica, de Doré, os desenhos de Ruijters são fixes e excitantes. Ele alterou uma obra clássica com aprazível malícia. Elsevier Weekblad [jornal holandês]
Já tenho um exemplar; e está uma maravilha!!! :D Mr. Esgar [e-mail 19/12/12]
O André Coelho também curtiu mas disse palavras profanas que nos impede a reprodução [19/12/12]
diálogo intenso com Dante (...) não se poupam as críticas ao poder temporal, à mesquinhez quotidiana e aos expedientes comuns de corrupção, na ascensão social e no enriquecimento fácil. (...) uma releitura pertinente à luz do presente. Sara Figueiredo Costa / Atual / Expresso  [4 estrelas em 5]
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Historial:
- Melhor BD Holandesa 2008 
- edição portuguesa lançada na última Feira Laica (Lisboa) e na Mundo Fantasma (Porto) com exposição de originais e serigrafia impressa pelo atelier Mike Goes West em Dezembro 2012
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algumas páginas aqui:




foto: Paul Gravett, em Ravenna (2007)
Marcel Ruijters nasceu em 1966, cresceu no sul da Holanda e frequentou durante alguns anos uma escola de arte nos anos 80. Desde os 7 anos que fazia BD. Com ao advento das fotocopiadoras que tornavam a auto-edição possível para toda uma geração e Marcel viveu esses tempos fazendo títulos como Onbegrijpelijke Verhalen, Mandragoora, Dr. Molotow, Fun&Games, Thank God it’s Ugly e vários monográficos raros, sendo que algumas destas publicações eram antologias com colaborações de vários artistas que Marcel descobriu em vários países como Matthias Giesen, Daniel W. Core, Chris Crielaard, Jakob Klemencic, Prof. Bad Trip, Karen Platt, Mike Diana, Berend Vonk, Kapreles, Matthias Lehmann, Olle Berg – tudo isto nos tempos antes da Internet, claro!

Actualmente é editor da revista Zone 5300 (de Roterdão, onde o autor reside), escreve crítica a BD no jornal Dagblad De Limburger, faz ilustrações, traduções e tudo o mais que é preciso fazer neste mundo da edição. O seu livro mais conhecido será Trogloditas, que teve edição holandesa (pela Oog & Blik), norte-americana (Top Shelf Comix) e portuguesa (Polvo).

Com Sine Qua Non mudou de estilo gráfico e começou a explorar o imaginário medieval, tendo o livro sido editado pela prestigiada Les Editions de l’An 2. A continuação deste novo estilo é Inferno, livro ganhou o melhor álbum de BD na Holanda em 2008 e que chega a Portugal pela MMMNNNRRRG.

Apesar de já ter participado em várias exposições colectivas em Portugal – como a celebre Honey Talks na Bedeteca de Lisboa, organizada pelo colectivo esloveno Stripburger – Ruijters terá a sua primeira exposição a solo na galeria da Mundo Fantasma em Dezembro 2012, sendo feito para a ocasião uma serigrafia pelo Atelier Mike Goes West.

Kassumai


segundo volume da colecção LowCCCost - porque é realmente barato viajar lendo estes livros de viagens. Depois de uma "Boring Europa", a Associação Chili Com Carne, edita agora uma experiência mais excitante e exótica na Guiné-Bissau pela mão de David Campos 

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Kassumai (saudação Felupe)
uma palavra para designar: Liberdade, Paz e Felicidade...

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3 companheiros / 6 meses numa O.N.G. / 30 e muitas etnias / 1 nova grande família / milhões de sorrisos / muitas tabancas e estradinhas de areia...

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116p. 23x16,5 cm impressas a castanho escuro, capa em cartolina com badanas; 
ISBN: 978-989-8363-16-9

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PVP: 10 eur. 50% desconto para sócios, lojas e jornalistas. à venda na loja em linha da CCC, Trem Azul, Kingpin Books, Fábrica Features, Ediciones Valientes, Matéria PrimaLivraria Sá da Costa, Palavra de Viajante, Mundo FantasmaLetra Livre, Artes & Letras, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristovão), BdManiaGatafunho, Gato VadioUtopia, Mundo FantasmaCDgoPorta 12 e Fonte de Letras.

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sobre o livro: David Campos visitou a Guiné-Bissau entre Novembro de 2006 e Maio de 2007 no âmbito de um projecto de apoio à população de S. Domingos, numa parceria entre uma O.N.G., a Acção para o Desenvolvimento, e a Câmara Municipal do Montijo. Durante a sua estadia apaixonou-se pelas pessoas que conheceu e este livro, mais que um relato de viagens neste país africano, é um diário fragmentado de vivências e contactos humanos feitos pelo autor entre o seu trabalho como voluntário e os seus tempos livres. 

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O autor nasceu em 1979 em Medons La Florett (França) mas veio para Portugal aos 4 anos, crescendo no Montijo. Tirou o curso de Formação Profissional de Desenho Animado (ETIC) e também o de Escrita para Multimédia e Audiovisuais, e na Ar.Co o curso de Ilustração e BD. Trabalhou em Cinema de Animação, têm editado alguns fanzines e participado em algumas antologias da Associação Chili Com Carne, nomeadamente Destruição ou bandas desenhadas sobre como foi horrível viver entre 2001 e 2010 e Futuro Primitivo.

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Edição apoiada pelo IPDJ 

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historial: lançado no dia 22 de Março na Livraria Sá da Costa ... no mesmo dia: exposição + festa com no Adufe Bar ... reportagem na RTP Internacional / programa Rumos ... exposição de originais no Festival de BD de Beja, 1 a 16 de Junho 2013
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feedback : está muito fixe (...) surpreendeu-me muito tanto ao nivel do desenho como ao nivel de texto. Parece-me agora muito mais fluido e natural (talvez por ser autobiográfico?). André Coelho (por e-mail) ... Campos não parece interessar propriamente o registo jornalístico ou de literatura de viagens, as quais quase obrigariam à procura do exotismo, a uma permanente tensão entre um “eu” (“nós”) e um “eles”, mas antes essa escrita diarística que abraça desde logo o interrelacionamento humano. Até podemos mesmo dizer que este livro é uma forma de demonstrar como a banda desenhada, se entendida (somente, redutoramente) como meio de comunicação, ela pode adaptar-se a todas e quaisquer expressões. Pedro Moura in Ler BD






Mutate & Survive 2013



O livro já esgotou mas fica aqui e agora a hipótese de o ver / ler online gratuitamente através da plataforma issuu - pela conta da MMMNNNRRRG. Foram corrigidos dois erros de paginação nas BD's de António José Lopes e Ranjith Perera. Agradecimentos ao Adriano da Porta 12 que nos rccuperou os ficheiros da tecnologia de Design de 2001 e corrigiu estes pequenos enganos.

Bestiário Ilustríssimo



Bestiário Ilustríssimo é uma nova colectânea de textos sobre música de Rui Eduardo Paes: O melhor jornalista de música em Portugal. Um musicólogo reconhecido entre alguns músicos portugueses e virtualmente desconhecido do grande público. É fiel à sua integridade, porque só escreve sobre música que considera merecedora de atenção: por a considerar esteticamente bela, mas também porque a sua imensa cultura musical lhe permite adivinhar e percorrer novos caminhos no preciso momento em que estão a ser trilhados pelos músicos. Contudo, nada tem de elitista.
Entre os vários músicos referidos nos 50 textos que compõem este livro vamos encontrar Elliott Sharp, Merzbow, Mão Morta, RED Trio, Carlos "Zíngaro", Sei Miguel, Rafael Toral, Charlotte Moorman, Ahmed Abdullah, Aki Onda, Steve Lehman, Thisco, Nate Wooley, Genesis P.Orridge, Metthew Herbert, Nobuyasu Furuya,... entre várias outras referências que passam pelo multi-media, artes plásticas e banda desenhada.
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Volume -2 da colecção THISCOvery CCChannel
Publicado pela Chili Com Carne e Thisco, em Abril 2012, com prefácio de Marco Santos, ilustrações de Joana Pires e design de Ecletricks
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268p. p/b 22x16cm, capa a cores
ISBN: 978-989-8363-12-1
ISBN e-book: 978-989-8363-13-8
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PVP: 15 euros (desconto 50% para sócios da CCC, jornalistas e lojas) à venda na shop da CCC, Matéria-Prima, Fábrica Features, Trem Azul, Letra Livre, Livraria Sá da Costa (R. Garrett, 100), Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristovão, 18), CDgo.comUtopia, FlurPorta 12, FNACRastilho e Fonte de Letras . Versão e-book na Todoebook.
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Historial : lançado no dia 17 de Abril 2012 na Trem Azul no âmbito do Festival Rescaldo
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Feedback : 4 estrelas em 5 no Público ... Nascidos não com o propósito de terem forma de livro, os textos que compõem "Ilustríssimo Bestiário" partilham aquela partícula de coerência e complementaridade que o incessante virar de páginas tão bem faz evidenciar. Escritos em Marte, como Marco Santos afirma no prefácio, estes 50 textos têm de facto origens (artigos, folhas de sala de concertos, notas de discos) e temáticas dispersas (apesar da música ser obviamente o centro gravitacional), mas a cola cósmica que os une, sob a forma de metáforas, analogias e uma forma muito peculiar de pensar a música - buscando sinestesia na arte e reflectindo as plurais utilizações da tecnologia (...). Os nomes que pululam nesta obra vêm de diversos meios - artes plásticas, literatura, banda desenhada,... - e, entre outros, contam-se Genesis P. Orridge, Matthew Herbert, John Cage, Marguerite Duras, Archie  Shepp, Miles Davies ou Zeca Afonso, tendo alguns deles ganho vida também através do traço de Joana Pires, complemento e espécie de concretização visual do universo rendilhado, denso e imagético de Paes in Flur ... os temas e os textos surgem de forma clara e fluída, apenas não percorrem os caminhos trilhados habitualmente, mas é precisamente por isso que são fundamentais, pois iluminam com uma nova luz coisas que nos passariam despercebidas ou que apenas intuiríamos. Em suma, um livro indispensável para todos aqueles que procuram uma escrita apaixonada sobre a música mais desafiante dos nossos sentidos. in Under Review

L'oeuvre de Rui E. Paes est une encyclopédie à entrées multiples. Le pacte de lecture qui nous est proposé semble être la volonté de démasquer le discours officiel sur l'art(s). Dans un pays qui vient d'abolir "Le Ministère de la Culture", la lutte contre la peste noire (ou fascisme/ dictature) ne peut passer par le repli sur soi. Le mérite et le courage de l'auteur c'est d'avoir mis son savoir et ses idées au service de la compréhension du monde qui nous entoure. Autrement dit, en autorisant un regard critique sur le début du XXI siècle. in Cosméticas ... Todos estos artistas, grupos, etc. no vienen adornados en una abultada y anodina lista de datos biográficos ni una recomendada selección de sus mejores discografías (“Este es un libro con personas dentro”). Al contrario, la excelente información obtenida en Bestiário Ilustrissimo a partir de la documentación y enfoque ensayista de REP, le da un valor personal y erudito al autor; y acertado y ameno a su obra, fundamental para la lectura del libro y conocimiento de estas músicas minoritarias. in Oro Molido



Rui Eduardo Paes
Com 28 anos de actividade repartida entre o jornalismo cultural, a crítica de música e o ensaísmo teórico, Rui Eduardo Paes é autor de vários livros sobre as músicas criativas, cobrindo o leque de tendências que vai do avant-jazz à música experimental, passando pelo rock alternativo, a música contemporânea, a new music, a música improvisada e a electrónica. É o editor da revista jazz.pt. É membro da direcção da associação Granular, dedicada à promoção do experimentalismo na música e nas artes audiovisuais e performativas portuguesas.
Vem colaborando com instituições como Fundação de Serralves, Fundação Calouste Gulbenkian, Culturgest e Casa da Música na elaboração de textos de apoio e folhas de sala. É o autor dos press releases da editora discográfica Clean Feed. Foi um dos fundadores da Bolsa Ernesto de Sousa, presidida pelo compositor e cineasta Phil Niblock (Experimental Intermedia Foundation), de que é membro permanente do júri em representação da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. Assessorou a direcção do Serviço ACARTE da Fundação Calouste Gulbenkian e integrou o júri do concurso de apoios sustentados do Instituto das Artes / Ministério da Cultura para o quadriénio 2005-2008.

Descartes X


Ghuna X (Marvellous Tone; 2011)

E ao quarto álbum chegou o vinil. Depois de Rokspace (CD), Patine (online) e A Grande Explosão (CD-R e online), Ghuna X chega a um LP (em vinil, boy!) homónimo que têm mais ligações ao último registo devido ao seu estranho fascínio pelos sintetizadores siderais dos "Cosmonautas-músicos" manhosos dos anos 70 e 80. Se eram manhosos há 30 anos, continuam a ser nos dias de hoje mesmo que se ponha carradas de Electrónica, Hip Hop e Dub de qualidade por cima.
Sendo um dos objectos fonográficos mais bonitos alguma vez feito em Portugal merece desde logo a nossa atenção graças à sua bela capa serigrafada e à grande rodela de vinil transparente! Se calhar, merece mais a nossa atenção por ser um disco disfuncional, que promete algo que nunca oferece. O seu possível roteiro de dança é sempre desviado. Os breakbeats brekam demais. Os sintetizadores vintage-foleiros interrompem-nos o bom-gosto. O dubstep não stepa nem duba como esperamos. No fundo é um disco sintonizado ao Universo porque como sabemos ele não funciona bem. As manias mecanicistas que o Universo é divino, perfeito e matemático são uma treta - ver as teorias das Borboletas, Entropia e Caos a provarem justamente o contrário. Na verdade, basta imaginar isto, depois de milénios de angústia existêncial, de luta contra o Capitalismo, a Opressão e a salvar baleias, imaginem isto, sim, imaginem isto: chega prái um meteorito à Terra e arrebenta com isto tudo! Um bocado "injusto" não é? Que se lixe o Descartes, viva o Ghuna X!
Não me entra este disco, desconfio que seja daqueles discos que só se vou perceber a sua importância daqui a 30 anos, não querendo dizer isto que o Jean Michel Jarre será melhor 60 anos depois...


O disco está QUASE ESGOTADO mas ainda temos disponíveis cópias do disco - com desconto 20% para sócios CCC. 

Sábado, 18 de Maio de 2013

ccc@festival.de.beja.2013


Vai haver Festival de BD de Beja e o Kassumai de David Campos vai ter exposição por lá
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Também vai haver exposições individuais dos nossos associados Andreia RechenaPedro Zamith, bem como de livros que distribuimos, nomeadamente VSAdH/ EdWB/ IpAN (uDdPL) do grego Ilan Manouach e Pedro Moura e Psicose de João Sequeira e M.C. Ferreira.

Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

Futuro RIP


E foi esta a última paragem da exposição do Futuro Primitivo...
no Festival Ugra Press / S.Paulo / Brasil

Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

comentários nada aborrecidos ao Boring Europa

On 2011/04/04, at 11:06, eduarda wrote:
Olá sou aquela cota que ontem comprou o "boring europa". Eu também tenho uma ford transit e também já fiz aos mil kilometros por dia. Bem empregues dez euros, estou a degustar o livro, é muito bom! Acho que me vai inspirar para (re)começar os meus diários. Com outro espírito :)

From: David Campos, Sent: Fri, 8 Apr 2011 19:56:02 +0100:
MUITO BOM, 'tá uma boa mescla e 'tá bastante perceptivel, (deve ter dado um trabalhâo compilar aquilo), para além disso foi muito importante examinar minuciosamente pois nunca tinha visto um livro de viagens assim... e até já me deu muitas ideias novas para o meu livro estão todos de parabéns!!! acabei por ficar com a sensação de ter viajado convosco eheheh.

On 2011/04/21, at 18:10, ricardo martins wrote:
tenho lido o livro enquanto estou em viagem (o que é algo so por si interessantissimo). [o Ricardo está em tour com os I Had Plans]
Como é fazemos melhor este ano? ou é só meninos?=P

On 2011/05/13, at 15:32, Tiago Cavaco wrote:
o Boring Europe em poucos dias e gostei! É uma micro-odisseia panque com aquele leve sabor de derrota que o turismo implica. A única nota realmente negativa é aquele e-mail final okupa tão inoportuno quanto ridículo (esses teus amigos comunistas só conseguem despertar ternura).

From: ana maria Sent: Thu, 19 May 2011 12:23:45:
gostei do boring, n achei boring (achei mais boring umas ilustrações, aquela cos caracois mas está bem feita etc.) e algumas minhas tb, gostei de ver a dif entre cada forma de contar. ehpá isso sim. deu para ver muitos ovos debaixo dos braços ^^

On 2011/05/23, at 14:22, Afonso Cortez-Pinto wrote:
entretanto ja li o boring, nada boring, pelo contrario. confesso que inicialmente me tenha sentido um bocado enganado pois esperava um diario de bordo. esperava ver/ler aquela tensão de quem passa dias fechados numa carrinha e só vê estrada à frente, manchas de gordura de kebabs e comida de bomba de gasolina, mau ambiente entre os intervenientes, etc. enfim, um pouco mais de caos ou pressão que se calhar, se tivesse sido feito na altura, tinha captado.
mas não. é de facto, como diz no título um (bom) "guia de espaços independentes" de uma europa de 2010, não turística, com todos os seus artefactos alternativos. e, mesmo tendo sido concebido posteriormente, capta realmente, e bem, os momentos e os espaços, dos churros às lojas.
independentemente do desenhos (há alguns registos que francamente não gosto ou não me dizem nada) tenho que dizer que os cadáveres funcionam bastante bem, os desenhos na bíblia são talvez talvez os meus preferidos (e inspiradores para quem como eu não sabe o que fazer a um monte de livros que estão por aqui em caixotes) e achei genial o apontamento sóbrio que são as plantas arquitectónica dos espaços que de certa forma tomam a rédea do guia (para o bem e para o mal)
acho que foi dos livros que mais gostei de ler da chili, ou até do que tenho lido ultimamente, muito por causa do seu caracter de documento, que como sabes, é uma coisa que me interessa ultimamente. parabéns.


On 2012/03/26, at 18:20, Mario Pereira wrote:
Cinco desenhadores e um músico da associação Chili com Carne traçam uma linha no mapa que começando e acabando em Lisboa, demora quinze dias a unir oito cidades europeias. O modelo adoptado é em tudo semelhante ao de tournée do circuito musical europeu de bandas não-mainstream. Os desenhadores e músico transportam-se numa carrinha encontrando-se com outros desenhadores e promotores em espaços culturais e artísticos independentes. Aqui realizam eventos em que mostram e vendem as suas produções em simultâneo com actuações musicais. O livro é constituído pelo registo em banda desenhada e ilustração realizado pelos cinco desenhadores e pelos desenhadores com quem se vão encontrando na viagem, abordando entre outros temas o percurso e as suas vicissitudes, características das diversas cidades e países da europa por onde passam, autores locais, técnicas e modos de edição, diferentes visões e opiniões… O foco principal incidirá na cultura independente e alternativa subjacente aos espaços onde decorrem os eventos, a sua organização e ambiente. Há ainda tempo no epílogo para reflectir sucintamente sobre projectos culturais semelhantes em Lisboa. Formalmente estamos perante um livro de viagem feito por muitas cabeças e mãos (e olhos, ouvidos, etc.), em que uma narrativa pode começar a ser feita por um/a autor/a e ser acabada por outro/a, entre outras combinações mais complexas, inclusive o experimentalismo puro de comic jams/cadáveres esquisitos entre desenhadores portugueses e desenhadores locais. Isto sem descurar preocupações de rigor, evidentes na paginação, mapas, informação sobre quilometragens, custos e horas de viagem dos trajectos, calendário, plantas dos edifícios, balanços finais das contas...  Acaba por produzir-se uma elevada quantidade de informação, que é digerida num alternar constante mas enriquecedor de estilos, técnicas e narrativas, num ritmo que acaba por ser nada-boring, mantendo o leitor agarrado até ao fim da viagem.

Wed, 6 Feb 2013 20:49:03 +0000, Boris (dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS):
grande trabalho, a ideia está excelente e as misturas dos diferentes traços dá-lhe um granda power.. onda quase sci-fi! ainda não acabei mas estou mesmo a gostar, identifico-me bastante com o tour mode!

filipe SWR inc.: quinta-feira, 16 de maio de 2013 20:36:
fiquei a aprender que existem okupas ricos e pobres.