blogzine da chili com carne

domingo, 20 de Julho de 2014

500 paus 2



Andava a BD portuguesa deprimida devido à sua crónica falta de iniciativa até que esta cosmopolita Associação Chili Com Carne lançou a ideia de um concurso para fazer um livro em Banda Desenhada.

Esta ideia do concurso é tão boa que realmente ficámos a pensar porque não nos lembrámos dela antes?

Passados alguns meses depois do sucesso da primeira edição, decidimos avançar com a nova edição do concurso interno Toma lá 500 paus e faz uma BD!
 Mais que um vencedor o que nos interessou o ano passado é que graças a este  concurso foram-nos apresentados novos autores que não conhecíamos... Sedendos por mais não quisemos esperar! 
Eis de volta o concurso "500 paus" com algumas melhorias,  mas a ideia continua a ser a mesma - compensar monetariamente quem produza BD de autor e ainda editar o livro vencedor, que todos gostaríamos de ler!

Instruções (não muito complicadas):
Para quem? 
Para Sócios da CCC com as quotas em dia - não é sócio? então é clicar neste LINK.

O prémio é monetário? 
É sim! 500 paus! 500 Euros!
Para além de que o trabalho será publicado!
E, para a próxima edição, o vencedor é convidado a fazer o cartaz e a integrar o júri!

Quem decide o vencedor?
Uma parte da actual Direcção da Associação Chili Com Carne e o vencedor da edição passada - a saber: Francisco Sousa Lobo (autor e vencedor da edição anterior), Joana Pires (designer da MMMNNNRRRG e da colecção LowCCCost), Marcos Farrajota (Presidente da Associação, autor e editor), Margarida Borges (membro da Direcção e designer) e Rafael Dionísio (escritor). 
O Júri reserva-se o direito de não atribuir o prémio caso não encontre qualidade nos trabalhos propostos.

Datas?
20 de Julho é a entrega dos projectos!
27 de Julho é anunciado o vencedor!
O livro é publicado em 2015!

 Regras de apresentação dos trabalhos
- O livro não tem limite de páginas e de formato mas porque desejamos inseri-lo nas nossas colecções já existentes - Colecção CCC, QCDA, LowCCCost (de viagens), THISCOvery CCChannel (de ensaio, embora ainda não tenhamos editado nada em BD nesta colecção), etc... por isso o projecto terá mais hipóteses de ganhar se for apresentado num formato das colecções.
- Preferimos o preto e branco mas a cor não está totalmente afastada!
- Envio do seguinte material:
a) texto de apresentação do(s) autor(es),
b) sinopse do projecto
c) planeamento por fases (com datas)
d) envio de 20% do total da BD, sendo que o mínimo serão 4 páginas seguidas acabadas e 16 planeadas.
- Todos estes elementos devem ser entregues em PDF, em serviço de descarga em linha (sendspace, wetransfer,...) cujo endereço deve ser enviado para o e-mail ccc@chilicomcarne.com

Que projecto afinal pode ser apresentado? 
- Uma BD longa de um autor ou com parceiros
- Um livro com várias BDs do mesmo autor (desde que tenham uma ligação estética ou de conteúdo)
- Uma antologia de vários autores com um tema comum

Boa sorte!
CCC
Este projecto têm o apoio do IPDJ e da Trem Azul

sexta-feira, 25 de Abril de 2014

No 25 de Abril a nossa escolha maravilhosa passa pelo Beijo de Boca


Marriette Tosel vai realizar a exposição Beijo de Boca dedicada ao livro W.C. na galeria da Abysmo a inaugurar no dia 25 de Abril, às 18h.

O evento conta com a presença de Tiago Manuel, representante em Portugal desta artista belga, sabemos que foram feitas 20 originais novos e estarão patentes até 9 de Maio.

Esta exposição veio em boa altura uma vez que o trabalho foi seleccionado para COMIC AND CARTOON ART ANNUAL (categoria "Long Form") pela Society of Illustrators (Nova Iorque), a mesma instituição que premiou recentemente André da Loba e Marta Monteiro.

Contamos com a vossa presença!

terça-feira, 22 de Abril de 2014

Zona de Desconforto


Eis novo livro da nossa colecção de livros de viagem para quem gosta de viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro, a LowCCCost.


Zona de Desconforto é uma recolha de relatos de autores de Banda Desenhada que foram estudar ou trabalhar para fora de Portugal


...

Os autores apesar de terem sido "obrigados" a trabalharem em registo autobiográfico para relatarem as suas experiências, que vão da leve piada do choque cultural às reflexões profundas e intimistas, ainda assim o estilo pessoal de cada autor não foi prejudicado.

Organizado por ordem cronológica, o livro começa com André Coelho, que estudou em Barcelona, em 2006, e expõe as questões nacionalistas catalãs, mas a experiência similar de Amanda Baeza no País Basco (estudou em Bilbao, em 2010) é mostrada de uma forma oposta e "leftfield".

Holanda vai ser uma coincidência de país para a "globe trotter" Christina Casnellie (em 2006) e um ano mais tarde, José Smith Vargas, maior é a coincidência é que  ambos desmontam a sociedade holandesa e a "pan-ibérica".

Londres também é uma "coincidência" para encontramos Ondina Pires (ex-Pop Dell'Arte, ex-The Great Lesbian Show) entre 2008 e 2010, e Francisco Sousa Lobo (vencedor do concurso "500 paus") entre 2010 e 2013, que usam "comic relief" q.b. para contar a depressão que se sente na capital inglesa, e no caso de Lobo esta sua BD é uma "companion" para o badalado romance gráfico O Desenhador Defunto. Mas antes, David Campos complementando a sua experiência da Guiné-Bissau (relatada no Kassumai) visita o resort  de Cap Skirring (Senegal) em 2007 para alertar-nos da exploração não só de recursos económicos mas também sexuais de África.

Em 2013 ainda temos as instrospecções políticas de Tiago Baptista em Berlim, durante uma residência artística; e mais extremas as deslocações sul-americanas de Júlia Tovar para Buenos Aires, decidida a criar a sua família, e com alguma ponta de ironia Daniel Lopes mostra o Brasil como o "futuro", na sua recente visita profissional, como académico.

Esta edição foi coordenada por Marcos Farrajota, frustrado e impotente em testemunhar a emigração, em alguns casos forçada, dos seus amigos e conhecidos à procura de melhores condições de vida, num país que deixa um filha-da-puta de um político alarvar bitaites de que "o melhor que os jovens portugueses têm a fazer é emigrar".

O livro não tem uma "agenda política" porque deixa que o relato de cada autor siga o seu rumo, com saldo positivo ou negativo, deixando ao leitor a interpretação que desejar.

Longe de nós impormos seja o que for...

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Arranjo gráfico: Joana Pires; Capa de João Fazenda; Apoios do IPDJ, Alt Com / Tusen Serier

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o livro custa 10€ (50% desconto para sócios da CCC, jornalistas e lojas) à venda na loja online da CCC e na Palavra de Viajante, B Shop (CCB), Artes & Letras, Pó dos LivrosEl Pep, Trem Azul, Mundo Fantasma e em breve na Letra Livre, Kingpin Books, FNAC,...

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Historial: lançado na Palavra de Viajante, a livraria mais bonita de Lisboa a 5 de Abril de 2014 ...

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Feedback: Grande edição! Podes dizer ao Sousa Lobo que graças a ele voltei a acreditar na BD portuguesa. Que estouro. André Coelho (por e-mail 04/04/14) ... já li o livro, falta o Francisco que guardei para o fim, gostei bastante, é bom os trabalhos serem tão diferentes, acho que as histórias conseguem mesmo levar-nos para outros tempos e espaços geográficos, fizeram-me sentir mesmo fora daqui e todas as problemáticas que isso acarreta, não que sentisse um profundo envolvimento mas consegui deslocar-me... isso é bom. como se de estória em estória saltasse de cidade em cidade. Depois vou ler a história do Francisco e reler tudo de seguida a ver como é... Tiago Baptista (por e-mail 04/04/14) ... 'Tá bem apanhado, o título. Li num parque rodeado de turistas, a pensar que ia compensar a sensação "Portugal, Inatel da Europa". Não tenho a certeza, e parece que apanhei a sensação turística no obverso. O Lobo, se calhar porque parece ter mais espaço que os outros, apanha bem a coisa 'tuga: é como rir de alguém que tem um problema sério. Fora isso acho que o livro caiu ao chão quando li a história dele, de tão pesada que era. O género autobiográfico é fodido e em vez de heróis ficaram os episódios. O Baptista e o Coelho parece que quiseram meter lá os heróis em vez deles. A Amanda Baeza é um pequeno ovni... já tinha falado com ela sobre este bolo basco pesadíssimo, que estou a pensar fazer um dia. Outros, tendo estilos que me pareceram familiares, não retive tanto. Curti algumas piadas da história da Tovar, e se já vi a cena de estar nu noutro lado, ri na mesma quando vi. Fixe o traço do Campos e a deambulação anti-Club Med. Fiquei a saber o que é um flessenlikker e vou ver se arranjo um, para poupar uns trocos e viajar mais. Astromanta (por e-mail 17/04/14) nice book, is an architecture/city sketchbook of tales Valério Bindi do Crack Festival (e-mail 20/04/14) ...





André Coelho

David Campos

Francisco Sousa Lobo

Amanda Baeza

Tiago Baptista

Daniel Lopes


sábado, 19 de Abril de 2014

"a" maiúsculo com círculo à volta / novo livro de Rui Eduardo Paes


Muitas vezes, e não em poucos casos abusivamente, o punk foi/é identificado com o anarquismo. Em outra área, são habituais as analogias da chamada "livre-improvisação" com os princípios libertários, mesmo quando quem toca são músicos com perspectivas políticas e sociais influenciadas por correntes marxistas como o trotzkismo e o maoísmo. Seja como for, há mais conexões entre Música e Anarquia do que aquelas que se supõe. Um contributo para o seu desvelamento, tanto quanto para a desmitificação de algumas ideias feitas, está neste novo livro de Rui Eduardo Paes, o segundo do autor na colecção THISCOvery CCChannel, depois de Bestiário Ilustríssimo.

O novo livro de Rui Eduardo Paes relaciona as músicas de hoje (jazz, improvisação, pop-rock, noise, electrónica experimental, música contemporânea) com as novas tendências do pensamento libertário, descobrindo analogias mas também desmistificando ideias feitas. Daniel Carter, Lê Quan Ninh, John Cage, Fela Kuti, Frank Zappa, Thom York (Radiohead) e Nicolas Collins são algumas das figuras retratadas pela escrita analítica e de dimensão filosófica, mas não raro com humor e alcance provocatório, do ensaísta e editor da revista “online” jazz.pt. Entre os temas percorridos ao longo dos 10 capítulos amplamente ilustrados estão o ocultismo, a espiritualidade, a ciência, a ficção científica, a tecnologia, o amor e o sexo, com referência a autores como Robert Anton Wilson, Hakim Bey, Murray Bookchin, Starhawk e Ursula K. Le Guin.

A
O livro é ilustrado por vários artistas da Associação Chili Com Carne: Joana Pires, Marcos Farrajota, André Coelho, Jucifer, Bráulio Amado (acumulando o cargo de Designer do livro), José Feitor, David Campos, Daniel Lopes, André Lemos, João Chambel e Ana Menezes.

A
Edição da Chili Com Carne e Thisco
80p p/b; 16,5x22cm
ISBN: 978-989-8363-21-3
PVP: 10 euros (50% desconto para associados, lojistas e jornalistas) à venda na loja em linha da CCCTrem Azul, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristovão, Lx), Flur, Letra LivreGato VadioMatéria PrimaFábrica FeaturesPó dos LivrosArtes & Letras, UtopiaAbysmoLAC e FNAC (na secção da BD, hahahahaha)

A
Historial : lançado em 29 de Maio de 2013, na Trem Azul, Lisboa, com a participação do escritor Rafael Dionísio e do músico Paulo Chagas, seguido de concerto de Shameful Iguana [Luís Lopes: guitarra eléctrica; Hernâni Faustino: baixo eléctrico; Marco Franco: bateria] ...

A
Sobre o autor: Com quase 30 anos de actividade repartida entre o jornalismo cultural, a crítica de música e o ensaísmo teórico, Rui Eduardo Paes é autor de vários livros sobre as músicas criativas. É o editor do site jazz.pt, membro da direcção da associação Granular e autor dos press releases da editora discográfica Clean Feed. Foi um dos fundadores da Bolsa Ernesto de Sousa. Assessorou a direcção do Serviço ACARTE da Fundação Calouste Gulbenkian e integrou o júri do concurso de apoios sustentados do Instituto das Artes / Ministério da Cultura para o quadriénio 2005-2008.

A
os textos estão soberbos e o trabalho gráfico ficou excelente! parabéns a quem concebeu e materializou este objeto literario-grafico-musical absolutamente único! António Branco ... novo livro traz é que o ponto de vista essencial é o ponto de vista político associado às manifestações estéticas contemporâneas. O título é, de resto, todo um programa de intenções: "A" Maiúsculo Com Círculo à Volta". O anarquismo histórico e as suas formas libertárias de expressão são intercaladas, pelo autor, com múltiplas abordagens a músicos, escritores, cientistas ou artistas multimédia. Um livro que, uma vez mais, prova que o autor rejeita o conformismo de pensamento e ousa analisar novas abordagens, novas relações, novos pontos de vista sobres os fenómenos artístico-culturais-sociais-filosóficos do mundo contemporâneo (...) relaciona as músicas de hoje (jazz, improvisação, pop-rock, noise, electrónica experimental, música contemporânea) com as novas tendências do pensamento libertário, descobrindo analogias mas também desmistificando ideias feitas. Entre os temas percorridos ao longo dos 10 capítulos amplamente ilustrados estão o ocultismo, a espiritualidade, a ciência, a ficção científica, a tecnologia, o amor e o sexo, com referência a autores como Robert Anton Wilson, Hakim Bey ou Murray Bookchin Kubik in O homem que sabia demasiado ... Dando sequência a uma consistente abordagem político-musicológica, por vezes fraturante e polémica, REP continua a revelar neste novo conjunto de reflexões a lucidez intelectual, a densidade de análise e o rigor enciclopédico que sempre caracterizaram a sua escrita. António Branco in Jazz.pt ... 4 estrelas (em 5) in Público ... Atenção, isto não é apenas um livro: é um perigoso "cocktail molotov" para o cérebro. E, já agora, também para os ouvidos. Nuno Catarino in Ípsilon / Público ... ambicioso, extraordinariamente documentado, e uma porta perfeita para teses de maior valor intelectual. Bons Encontros ... No abandonando su sentido del humor, desde la espiritualidad, el sexo, el amor, el ocultismo a temas más de actualidad, la ficción científica, la nueva tecnología (...) Oro Molido





quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Não, não é mais um livro sobre escritos na casa de banho!


W.C. por Marriette Tosel 

Tal como em 2007, o artista Tiago Manuel arranjou à MMMNNNRRRG o contacto e o livro do alemão Max Tillman, vencedor do Prémio Titan 2010, Já Não Há Maçãs no Paraíso. Este ano Manuel fez o "link" com a belga residente nos EUA, Marriette Tosel - que curiosamente tal como Tillman - apresenta um segundo livro em Portugal. Depois de O Armário Psicótico - Boas Maneiras (Eterogémeas; 2008) Tosel brinda-nos com W.C. que não se trata de uma vulgar piadinha escatológica.

W.C. é Wonderful Choise - que em português resulta menos bem, Escolha Maravilhosa - um tratado Dada para destruir a figura do matrimónio e a relação entre homens e mulheres. Não que o livro o faça literalmente porque as pessoas com as suas ideias de caganita já o fazem por elas próprias. O retrato construído com o habitual humor dos belgas corta qualquer hipótese de redenção para esta instituição.

Com uma capa forrada a pano com um cunho prateado e 128 p. A6 a preto e branco eis um livro que não se deve perder até porque só foram impressos 700 exemplares. O texto está em português e em inglês.

PVP: 10€ (50% desconto para sócios CCC, lojas e jornalistas) já à venda na Chili Com CarneUtopia, Objectos Misturados, Letra Livre, Feira do Livro de BD e Poesia, Abysmo, XYZ BooksMatéria Prima, Artes & LetrasKingpin Books, El Pep (Imaviz Underground), 100ª Página (Braga), FNAC e Pó dos Livros.

Feedback: W.C. é um livro de ilustração que, com o auxílio de palavras, vai contando três histórias distintas, interligadas na forma como abordam as relações humanas – nomeadamente a tradicional entre o casamento de um homem e uma mulher. (...) O facto de as siglas do título – Wonderful Choice – serem salientadas na capa faz-nos reflectir se a autora não o quis dotar de duplo sentido, mostrando-nos que estas maravilhosas escolhas que apresenta podem ser boas para atirar para a sanita. Talvez sim, talvez não, mas uma coisa é certa: W.C. é um daqueles livros que pode assumir uma série de sentidos e, nesse caso,” a verdade está na visão de quem contempla”. Algo que também é muito importante de salientar é a edição em si. W.C. contém uma capa forrada a pano com um cunho prateado. (...) É uma daquelas edições que nos reforçam a paixão pelo culto de alguns objectos. Este é para ter na estante. Gabriel Martins / Rua de Baixo ... um desmantelar impiedoso dos modelos impostos por uma sociedade que se afirma moderna nos programas de entretenimento, liberal nas aparições públicas, mas que acaba por não conseguir livrar-se do ar bafiento que os velhos conceitos de família, afeto e trabalho ainda fazem circular. - Sara Figueiredo Costa in Blimunda #21 (Fundação José Saramago) ...  (...) uma "força epistemológica", no sentido em que não emprega os dispositivos habituais e formais do livro ilustrado para criar simplesmente um reflexo do mundo, uma ideia que lhe é exterior, um comentário sobre um conceito existente e que circula socialmente, mas para criar novo conhecimento, um conhecimento particular sobre o mundo que não pode assumir qualquer outra forma de transmissão ou formação. Menos reflexo, os seus livros aumentam o saber do mundo. Pedro Moura in Ler BD ...

Historial : Exposição na galeria Abysmo dia 25 de Abril de 2014 ... Trabalho seleccionado para o COMIC AND CARTOON ART ANNUAL (categoria "Long Form") pela Society of Illustrators (Nova Iorque) com exposição e catálogo patente entre 28 de Maio e 21 de Junho ...



Imagens do livro:



A autora nasceu a 1 de Dezembro de 1957 em Ostende, Bélgica. Filha de uma professora de literatura inglesa e de um pintor, cedo despertou para o prazer da leitura e do desenho. Concluídos os estudos secundários, foi para Paris, onde se licenciou em literaturas modernas na Sorbonne. É durante esse período que inicia também a sua actividade criativa em jornais e revistas culturais e chegou mesmo a desenhar cenários e figurinos para grupos de taetro alternativo. Em 1990 foi trabalhar para os EUA a convite de um editor amigo. Passados cinco anos publicou a sua primeira obra. Os seus textos e desenhos pertencem ao universo do absurdo. Vive em Chicago.

Bibliografia em Portugal:
O Armário Psicótico - Boas Maneiras (Eterogémeas; 2008)
W.C. / Wondeful Choice / Escolha Maravilhosa (MMMNNNRRRG; 2013)

ÚLTIMOS exemplares da primeira edição do Bestiário Ilustríssimo ... estão abertos pedidos para reimpressão!!!

O Bestiário Ilustríssimo pela segunda vez encontrou ruptura de stock e vamos reeditar o livro com uma nova capa e actualizações.

A todos melomanos e lojistas pedimos que nos escrevam a pedir se querem exemplares deste livro do Rui Eduardo Paes para podermos calcular uma tiragem mais acertada.

Entretanto para quem tiver aquelas pancadas que a primeira edição valerá muito mais no "futuro-reforma-pensão-para-pagar-os-estudos-ao-rebento" pode recorrer às lojas que tem ainda essa edição, que será recolhida e substituída pela nova edição no final do mês. Os poucos exemplares que sobrarem da edição mais antiga ficarão apenas acessíveis no nosso sítio em linha.

Obrigado!


capa da primeira edição (2012)

Bestiário Ilustríssimo é uma nova colectânea de textos sobre música de Rui Eduardo Paes: O melhor jornalista de música em Portugal. Um musicólogo reconhecido entre alguns músicos portugueses e virtualmente desconhecido do grande público. É fiel à sua integridade, porque só escreve sobre música que considera merecedora de atenção: por a considerar esteticamente bela, mas também porque a sua imensa cultura musical lhe permite adivinhar e percorrer novos caminhos no preciso momento em que estão a ser trilhados pelos músicos. Contudo, nada tem de elitista.
Entre os vários músicos referidos nos 50 textos que compõem este livro vamos encontrar Elliott Sharp, Merzbow, Mão Morta, RED Trio, Carlos "Zíngaro", Sei Miguel, Rafael Toral, Charlotte Moorman, Ahmed Abdullah, Aki Onda, Steve Lehman, Thisco, Nate Wooley, Genesis P.Orridge, Metthew Herbert, Nobuyasu Furuya,... entre várias outras referências que passam pelo multi-media, artes plásticas e banda desenhada.
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Volume -2 da colecção THISCOvery CCChannel
Publicado pela Chili Com Carne e Thisco, em Abril 2012, com prefácio de Marco Santos, ilustrações de Joana Pires e design de Ecletricks
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268p. p/b 22x16cm, capa a cores
ISBN: 978-989-8363-12-1
ISBN e-book: 978-989-8363-13-8
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PVP: 15 euros (desconto 50% para sócios da CCC, jornalistas e lojas) à venda na shop da CCC, Matéria-Prima, Fábrica Features, Trem Azul, Letra Livre, Artes & Letras, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristovão, 18), FlurRastilho, Abysmo e Feira de BD e Poesia. Versão e-book na Todoebook.
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Historial : lançado no dia 17 de Abril 2012 na Trem Azul no âmbito do Festival Rescaldo ... a caminho da terceira reimpressão (2014) ...
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Feedback : 4 estrelas em 5 no Público ... Nascidos não com o propósito de terem forma de livro, os textos que compõem "Ilustríssimo Bestiário" partilham aquela partícula de coerência e complementaridade que o incessante virar de páginas tão bem faz evidenciar. Escritos em Marte, como Marco Santos afirma no prefácio, estes 50 textos têm de facto origens (artigos, folhas de sala de concertos, notas de discos) e temáticas dispersas (apesar da música ser obviamente o centro gravitacional), mas a cola cósmica que os une, sob a forma de metáforas, analogias e uma forma muito peculiar de pensar a música - buscando sinestesia na arte e reflectindo as plurais utilizações da tecnologia (...). Os nomes que pululam nesta obra vêm de diversos meios - artes plásticas, literatura, banda desenhada,... - e, entre outros, contam-se Genesis P. Orridge, Matthew Herbert, John Cage, Marguerite Duras, Archie  Shepp, Miles Davies ou Zeca Afonso, tendo alguns deles ganho vida também através do traço de Joana Pires, complemento e espécie de concretização visual do universo rendilhado, denso e imagético de Paes in Flur ... os temas e os textos surgem de forma clara e fluída, apenas não percorrem os caminhos trilhados habitualmente, mas é precisamente por isso que são fundamentais, pois iluminam com uma nova luz coisas que nos passariam despercebidas ou que apenas intuiríamos. Em suma, um livro indispensável para todos aqueles que procuram uma escrita apaixonada sobre a música mais desafiante dos nossos sentidos. in Under Review

L'oeuvre de Rui E. Paes est une encyclopédie à entrées multiples. Le pacte de lecture qui nous est proposé semble être la volonté de démasquer le discours officiel sur l'art(s). Dans un pays qui vient d'abolir "Le Ministère de la Culture", la lutte contre la peste noire (ou fascisme/ dictature) ne peut passer par le repli sur soi. Le mérite et le courage de l'auteur c'est d'avoir mis son savoir et ses idées au service de la compréhension du monde qui nous entoure. Autrement dit, en autorisant un regard critique sur le début du XXI siècle. in Cosméticas ... Todos estos artistas, grupos, etc. no vienen adornados en una abultada y anodina lista de datos biográficos ni una recomendada selección de sus mejores discografías (“Este es un libro con personas dentro”). Al contrario, la excelente información obtenida en Bestiário Ilustrissimo a partir de la documentación y enfoque ensayista de REP, le da un valor personal y erudito al autor; y acertado y ameno a su obra, fundamental para la lectura del libro y conocimiento de estas músicas minoritarias. in Oro Molido



Rui Eduardo Paes
Com 28 anos de actividade repartida entre o jornalismo cultural, a crítica de música e o ensaísmo teórico, Rui Eduardo Paes é autor de vários livros sobre as músicas criativas, cobrindo o leque de tendências que vai do avant-jazz à música experimental, passando pelo rock alternativo, a música contemporânea, a new music, a música improvisada e a electrónica. É o editor da revista jazz.pt. É membro da direcção da associação Granular, dedicada à promoção do experimentalismo na música e nas artes audiovisuais e performativas portuguesas.
Vem colaborando com instituições como Fundação de Serralves, Fundação Calouste Gulbenkian, Culturgest e Casa da Música na elaboração de textos de apoio e folhas de sala. É o autor dos press releases da editora discográfica Clean Feed. Foi um dos fundadores da Bolsa Ernesto de Sousa, presidida pelo compositor e cineasta Phil Niblock (Experimental Intermedia Foundation), de que é membro permanente do júri em representação da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. Assessorou a direcção do Serviço ACARTE da Fundação Calouste Gulbenkian e integrou o júri do concurso de apoios sustentados do Instituto das Artes / Ministério da Cultura para o quadriénio 2005-2008.

terça-feira, 15 de Abril de 2014

Mesinha de Cabeceira #23 : Inverno /// Últimos 100 exemplares!!!


one comix collection about the WINTER (Inverno, in Portuguese) to comemorate 20 years of the zine Mesinha de Cabeceira created by Pedro Brito and Marcos Farrajota in1992
published by Chili Com Carne 
edited by Marcos Farrajota
designed by Joana Pires 
covers by José Feitor e Pedro Brito 
500 copies, 352 A6 b/w pages ALL in ENGLISH
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Antologia comemorativa dos 20 anos do zine Mesinha de Cabeceira, criado em 1992 por Pedro Brito e Marcos Farrajota.
Publicado pela Associação Chili Com Carne
Editado por Marcos Farrajota
Design por Joana Pires
capas: José Feitor e Pedro Brito
Foram impressos 500 exemplares, são 352 páginas A6 a preto e branco. todas as BDs foram redigidas em inglês.



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Com trabalhos de / comix by João Chambel, Daniel Lopes, Sílvia Rodrigues, Afonso Ferreira, Rafael Gouveia, Sara Gomes & André Coelho, José Smith Vargas, Bruno Borges, João Maio Pinto, Silas , Stevz (Brazil), Martin López Lam (Peru/ Spain), Lucas Almeida, Dice Industries (Germany), Uganda Lebre, Filipe Abranches, Tea Tauriainen (Finland), João Fazenda  and Zé Burnay.
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Apoios / support: Instituto Português do Desporto e Juventude e Trienal Desenho 2012 
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compra / buy : Chili Com Carne shop, Trem Azul, Fábrica Features (Lisboa), Matéria Prima (Lisboa / Porto), Mundo Fantasma (Porto), Ediciones Valientes (Spain)Kingpin Books (Lisboa), Neurotitan (Berlin), Artes & Letras (Lisboa), Letra Livre (ZDB, Lisboa), Ugra Press (Brasil), B Shop (CCB), XYZ Books, BdManiaAbysmoPó dos livros (Lisboa), Quimby's (Chicago), Lambiek (Amsterdão) e LAC (Lagos).
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Lançamento na exposição 20 anos do Mesinha de Cabeceira, 25 de Outubro, na Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, Lisboa. Released 25th October at the exhibition "20 years of Mesinha de Cabeceira" at Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, Lisbon.


 

Feedback : dei uma olhadela na Mesinha de Cabeceira, e parabéns, gostei muito do que vi, a capa e primeiras folhas estão muito boas, assim como as ilustrações do José Feitor a fechar a publicação, com as folhas só a uma cor... Tiago Baptista ... parabenizo-te pela excelente edição! Graficamente, o conteúdo é todo excelente, com soluções muito interessantes por parte dos artistas - em especial, a história do Chambel (...) das melhores do zine. (...) Grande edição, com uma autenticidade que se sente logo de imediato, muito boas BDs, bem impresso e acabado num formato muito cativante - com as "tripas de fora", à livro setecentista, como um verdadeiro objecto contra-cultural e "bruto" como se deseja - e das tuas melhores edições, como um todo, dos últimos tempos. Dou-lhe cinco estrelas! David Soares ... obra seleccionada pela Bedeteca Ideal ... Despite the theme, “Winter” (surely of many discontents but celebratory nonetheless), the stories presented are solid, readable (even if not for the faint of heart) and supported by a great variety of bold, stylised and grounded artwork. Pedro Moura in Paul Gravett site Em termos gerais, o tom desta nova antologia é de facto melancólico. Não deixa de ser algo expectável construir tramas em torno de cenários apocalípticos, paisagens inóspitas ou em que se desenrolam características colhidas de variadíssimos géneros para que sejam subvertidos numa certa amoralidade. É uma espécie de celebração pelo desencanto, de que as imagens criadas por Brito e Feitor são um signo potente. Não se cantam aqui vitórias, nem se glorifica o passado, e tampouco se esperam promessas de desenvolvimentos futuros muito específicos, mas constitui-se mais um gesto editorial muito marcante de um percurso, de uma atitude e de uma certeza em relação à forma de trabalhar, cujo testemunho é a própria existência deste pequeno grande tomo. Pedro Moura in Ler BD ... livro magnífico (...) tem excelentes trabalhos Tiago Manuel ... Que brutalidade! (...) Capas diferentes e tudo, parece uma cena sem fim! Silas (Pontos Negros) fanzine já mítico (...) que cumpriu recentemente duas décadas de vida (...) O que talvez não tenham imaginado foi o potencial que se guardava naquelas primeiras páginas, em 1992, e que haveria de desenvolver-se numa teia de colaborações, experimentalismos, abanões estéticos e narrativos de toda a espécie e a capacidade de manter uma publicação arejada e vibrante ao longo de tanto tempo. De tal modo que quem queira, hoje, conhecer o que se faz no campo da banda desenhada de autor e com poucas preocupações comerciais pode continuar a usar o MdC, e concretamente este número 23, como guia fiável. (...) uma babel de traços e estilos numa estranha e inquietante harmonia, (...) E se a coerência do conjunto não nasce do traço ou do estilo, é provável que se deva aos temas, uma radiografia nítida daquilo a que chamamos ar do tempo, com o tom apocalíptico, o peso do desperdício, a contaminação (real, nos montes de lixo que excedem da indústria de consumo e ocupam os campos, e visual, nas manchas que parecem alastrar como fungos) e uma certa ideia de no future que deve muito ao punk, mas deve ainda mais aos dias que vivemos. Sara Figueiredo Costa in Ler ... nomeado para Melhor Publicação Nacional, Melhor Obra Curta (três vezes com Filipe Abranches, João Chambel, João Fazenda) e Melhor Argumento (João Fazenda) para os Prémios Central Comics 2012 ... 

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Mesinha de Cabeceira #25


Edição MMMNNNRRRG. Capa de Dr. Uránio. BDs de Marcos Farrajota e Davi Bartex. Design: Joana Pires
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Este novo Mesinha de Cabeceira, que ainda recentmente comemorou 20 anos de existência, faz uma continução da fórmula do número anterior, desta vez com Farrajota a duplicar as páginas para contar histórias sobre apartamentos e instituições públicas de Lisboa, ou melhor sobre os seus abandonos e decadências. Este é segundo capítulo do "Desobediência é um artigo de colecção", trabalho de Farrajota desenvolvido numa residência artística na Finlândia. O convidado Bartex é francês, tendo residido em Lisboa durante algum tempos nos príncipios do milénio tendo feito esta BD que andou perdida uns 10 anos. Bartex é conhecido pelos seus encantadores e monstruosos trabalhos de animação de rua - e também andou nas míticas tournês de barco feita dos Mano Negra pelas costas africanas e sul-americanas.
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Já está à venda na loja online da CCC e na Matéria Prima e talvez em mais alguma loja, não se sabe...
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Edição limitada de 333 exemplares. Pode ser lido na íntegra aqui. Lançado no dia 30 de Abril 2013 na Sá da Costa com o Prego #6.
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Feedback: Não és o mestre do desenho...longe disso... mas em construção de BD, paginação, argumento (vivido ou não), como contar uma história, muitas vezes divertida (uf...tanta falta faz por aqui neste país) como a vida aliás, consegues mais uma vez chegar lá.... ao teu destino, que acho que é o de muitos nós... - André Lemos não conhecia esse teu talento de contador de história. deves ser o melhor banda-desenhista que conheço que pior desenha lol - João Fonte Santa ... Queria lhe apenas comunicar que adorei a Mesinha 24 e o especial no SWR. A única Mesinha que tinha lido antes tinha sido a #20 e julgava serem todas nesse estilo compilação que, embora ofereça muita variedade tenha por vezes qualidade ou interesse variável. Assim, foi com agradável surpresa que conheci a Mesinha na sua itineração (e espero não dizer nenhuma barbaridade pois neste meio da banda desenhada conheço bastante pouco) americana (sendo que me lembra o estilo pessoal e "neo"-realista de American Splendor e Joe Sacco; e novamente perdão se esta assunção fôr de algum modo insultuosa pois, como disse, conheço muito pouco...). (...) E ainda me deu a conhecer o fantástico trabalho do Doutor Urânio. Para um veterano, estas palavras serão porventura desnecessárias mas não queria deixar de agradecer o excelente trabalho feito até hoje e apoiar e encorajar o presente mais a mais nesta altura em que o futuro da produção cultural "indígena" está fortemente perigado. Os meus parabéns e muito obrigado!J.M. (de Coimbra) eu diria que são uma espécie de facebook analógico onde os amigos ausentes podem espreitar um poucochinho a tua biografia sempre em jeito de work-in-progress! Como a vidinha, de resto. Portanto, ler-te foi como reencontrar-te em retroactivo, mais ou menos. ;)Arlindo Horta (do saudoso fanzine O Moscardo) Detesto as montagens do gajo que faz as capas destes números do MC, acho que ficavas muito mais bem servido se usasses as capas interiores (os desenhos dos interiores de tua casa) como a capa/contracapa. A história da casa já tinha lido, o que não tinha visto ainda era a história da bedeteca. That's some sad shit. A sério, acho que apanhaste muito bem a sensação de desolação e tristeza de ver um projeto que gostas a desintegrar-se, sem entrares em retratos de dor interior. Gostei desse pudor. Miguel Caldas ...  Porreira, a BD da casa fantasma, ligada à outra casa fantasma que é a Bedeteca! (...) pareceu-me lógico! :) e até vais buscar o escadote, a mesinha e a poltrona da casa fantasma!!!! :) Andreia Páscoa

Nova fornada do Clube do Inferno

Verdades Satânicas de 15 em 15 minutos:

1) este fim-de-semana aconteceu o evento mais punk do ano nem que fosse pelo facto de estarem mesmo presentes na Morta punks velhos e straight-edges anacrónicos.

2) quem fez o cartaz desta edição da Morta foi o André Pereira que faz parte do colectivo  de autores de BD Clube do Inferno e que lançaram lá novos zines, embora não estivessem presentes no evento - estiveram aonde os toscos?

3) o Clube do Inferno é o colectivo português mais interessante nos dias que correm e as novidades comprovam isso...

4) Need More Love é a continuação de Lovebirds (já referido aqui) e está mais rude graficamante e badalhoca a nível de conteúdo neste drama existêncialista S/M Gay - no fundo acho que era isto que o Chris Ware gostaria de fazer. Na falta de uma conclusão, até porque há uma promessa de continuar no promissor próximo título The Day the Masses Left History, não comento mais mas este número até parece uma exploração comercial e apressada do "sucesso" que Astromanta (ah! sim, é o nome do autor!) está a ter na erotic shop Purple Rose com a exposição do Lovebirds...

5) Yup, Gay vende bem... é uma verdade Satânica!

666) O Mao fez o segundo volume de Radiation - e já estou arrependido de não ter comprado o primeiro volume - que deu um ou dois saltos quânticos em qualidade de conteúdo... Se no primeiro volume alguém tinha comparado o seu trabalho a Jens Harder, eu diria que isso pode ser verdade mas a cosmogonia de Mao pode incluir actualmente a malta de Fort Thunder, Mat Brinkman ou Brian Chippendale, ou até Sam Hiti embora tudo isto seja redundante porque Mao conta outra coisa nada haver. É um universo-bestiário biológico pós-qualquer coisa ou apenas "alien" em que neste volume Mao acrescentou uma brincadeira interactiva de leitura. Nas páginas centrais do zine pode-se ler a BD prá folheando prá esquerda (à japonesa) e para a direita. Tricky!

domingo, 13 de Abril de 2014

Super-Structure


Além de Mike Diana e Yuichi Yokoyama havia outra exposição no Fuck Off de Angoulême...  Super-Structure é um zine editado pelos belgas (?) François de Jonge e Francesco Defourny, e o projecto veio de uma participação num festival de edição independente com uma instalação.
Essa instalação foi reproduzida numa das salas do Fuck Off e consistia num abrigo débil com desenhos expostos no seu interior. Mucho arte contemporânea uma vez que essa casota serve para questionar o que se pode fazer pós-apocalipse com poucos meios. Como sabemos uma das coisas que acontece com poucos meios é a colaboração entre as pessoas e daí que tenha surgido este zine - afinal de contas, no mundo dos fanzines uma das palavras-chave é justamente essa: "cooperação".
Com três números editados, entre 2012 e 2014, o primeiro número é o típico zine A5 enquanto que os outros números são impressos em papel jornal e formato A3. É principalmente um grafzine, ou seja, a publicação interessa-se mais em explorar o grafismo, pela via do desenho ou de infografias disfuncionais embora também tenha alguma BD. O aspecto geral da publicação é que estamos perante uma publicação sobre construção de abrigos para uma segunda geração de sobreviventes após o grande-peido civilizacional que sem formação, tal como a conhecemos hoje, ferramentas e técnicas olham para o zine a pensar: "mêne, como fazemozisto? nã percebo nada-de-nada destas instruções!".
A seguir!