blogzine da chili com carne

Sexta-feira, 23 de Maio de 2008

Já não há maçãs no Paraíso

Max Tilmann
edição / published by MMMNNNRRRG; 2007
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128p. 2 cores, 25x20 cm ao baixo, capa dura 2 cores / 128 p. 2 colours print, 25x20cm hardcover book
ISBN: 976-972-98527-5-6
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folheamento de livro aqui / browse the book here
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Novo livro de Max Tilmann, pintor e dramaturgo, nascido a 4 de Abril de 1955 em Oldenburg (Alemanha). Estudou na Academia de Artes de Düsseldorf, influenciado pela obra e pela personalidade de Joseph Beuys. Vive em Londres desde 1985.
New book of Max Tilmann, painter and playwright, born in Oldenburg (Germany) on April 4th, 1955. He studied at the Arts Academy in Düsseldorf and was influenced by the work and personality of Joseph Beuys. He has been living in London since 1985.
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PVP: 15€ (desconto 20% aos sócios no site da Chili Com Carne)
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pontos de venda: Ao Sabor da Leitura (Moura), Arquivo (Leiria), BdMania, Book&Shop, Central Comics (Porto), Letra Livre, Matéria-Prima (Lisboa e Porto), Mongorhead, Mundo Fantasma (Porto), Soundcraft (na Fermento), Cave (Lisboa), Utopia (Porto), Tubo d'Ensaio (Figueira da Foz) e Velha-a-Branca (Braga).
International bookstores: Panta Rhei (Madrid), Sens Entido (Madrid), Le Monte en L'air (Paris) and Neurotitan (Berlin).


Feedback: É na terra que tudo se constrói, mesmo as possíveis representações do céu. Se no livro anterior Max Tilmann invocava as palavras do profeta Jeremias, colocando a memória e a responsabilidade no centro de toda a hipótese de redenção, neste novo opúsculo é de William Blake a epígrafe que fornece as linhas de leitura: “O que é o homem?/ Toda a Luz que o Sol mostrar/ Depende do nosso Olhar”. As composições que mostram pessoas em diferentes momentos da sua vida sexual e da expressão do seu corpo – e que poderiam corresponder a uma ideia literal do ‘pecado original’, a maçã que expulsou Adão e Eva do paraíso – alternam em sequência com as imagens que parecem elencar os pecados do mundo: terrorismo, discriminação racial, estigmas sociais, doença mental, perigo nuclear, tudo o que a cruz não redimiu (e por vezes, assumida noutros sentidos, apenas agravou). Não há paraíso algum quando olhamos à volta, quando acompanhamos a sequência de imagens de Tilmann. Dependerá do nosso olhar, como se lê em William Blake, e dependerá sobretudo do que pudermos fazer com a responsabilidade e a memória do mundo que se encontram no eixo da retórica plástica e narrativa de Tilmann. Mas para o olhar que literaliza a ideia do pecado original, a maçã é apenas uma maçã, e muito provavelmente estará putrefacta. (pontuação máxima 10) Sara Figueiredo Costa / Os Meus Livros ... Se a maçã (do Paraíso) deve ser entendida como não somente o fruto proibido mas como aquele fruto que nos daria acesso ao conhecimento do Bem e do Mal, ou seja, um Verdadeiro Conhecimento, e portanto Para Além do Bem e do Mal, então poderemos ler este título de ecos tão bíblicos quanto o anterior como indicando ser possível um retorno ao Paraíso, através, quiçá, da sua reconstrução na terra, permitida pela tecnologia (um Paraíso 2nd life?), mas no qual jamais se poderá esperar reencontrar esse acesso, pecaminoso ou não. Não é possível saber. Tudo nos é permitido, mas é-nos vedado ser. (...) Pedro Moura / Ler BD


+ feedback: (...) O traço impulsivo e carregado faz lembrar, a alguma distância, as gravuras pré-históricas, mas transferidas para um moderno contexto apocalíptico como se os desenhos houvessem sido produzidos não pelas testemunhas das hecatombes ilustradas, mas pelos descendentes desses sobreviventes: serão, por conseguinte, objectos sagrados porque perpetuam a memória de um modo mítico. Não são documentos objectivos, como gravações de som e imagem conservados para análise futura, mas tótemes (...) David Soares ... Será que já não existem maçãs no Paraíso? Max Tilmann (...) diz que não. (...) as imagens levam-nos a equacionar se existirá ou não um paraíso (...) Todas as possibilidades fazem parte deste livro que para além de quase bíblico é bastante metafórico Umbigo


Historial: Oficialmente lançado a 29 de Novembro na Almedina Atrium Saldanha com apresentação de João Paulo Cotrim ... Seleccionado como um dos 20 melhores livros editados em 2007 pela revista Os Meus Livros no número de Janeiro 2008 ... Nomeado para os Prémios Central Comics

10ª Feira Laica ... work-in-progress


cartaz de André Lemos

Exposição åbroïderij! HA! – International Graphic Arts Exhibition com André Lemos, João Rubim, José Feitor, Jucifer, Ilan Manouach (gr), Guillaume Soulatges (fr), Fabio Zimbres (br), Bruno Borges, Joanna Latka, Nuno Neves, Richard Câmara, Miguel Carneiro, Cátia Serrão, Luís Henriques, Rosa Baptista, Daniel Lima, Zé Cardoso, Rui Vitorino Santos, Júlio Dolbeth, Joana Rosa Bragança, Lucas Almeida, Pedro Zamith, João Maio Pinto, Teresa Amaral, Pedro Lourenço, Bráulio Amado, Christina Casnellie, Lucas Barbosa, Marco Mendes, Sérgio Vieira, Artur Varela, Ana Menezes, João Fazenda, Rafael Gouveia, Stevz (br), Christopher Webster (uk), Filipe Abranches, Silas, dice industries (ale), Kolbeinn Karlsson (sue) e Gianluca Costantini (it), Pauliina Mäkelä (fi), Maria Pia Cinque (it), Andrea Bruno (it) e Amanda Vähämäki (fi).

Feira de Zines e Edição Independente: Associação Chili Com Carne, Imprensa Canalha, jornal Coice de Mula, MMMNNNRRRG, Opuntia Books, Thisco, Variz, zine Acto, Ordem dos Arquitectos / Delegação de Portalegre, FlorCaveira, autor Guillaume Soulatges (fr), Reject zine, revista Big Ode, Atelier Toupeira / Bedeteca de Beja, revista Bíblia, colectivo Hulululu...

Novidades editoriais:
- cartaz em serigrafia de Alberto Corradi (col. Checkpoint; Mike Goes West)
- Alçapão - Fanzine de arquitectura dura #2 (OA/DP), v.a
- Antibothis, vol 2 (col. THISCOvery CCChannel; Chili Com Carne + Thisco), v.a
- A tua carne é má (El Pep), de Pepedelrey e Osvaldo Medina
- Big Ode #5 (Big Ode), v.a c/ tema "Pesadelo"
- Cabeça de Ferro (Imprensa Canalha), antologia gráfica da Revolução Industrial com participações de Luís Luís, Pedro Burgos, Filipe Abranches, Jucifer, Daniel Lopes, Júlio Dolbeth, Rui Vitorino Santos, João Maio Pinto, José Feitor, André Lemos, Joana Rosa Bragança, Zé Cardoso, Luís Henriques, Pedro Lourenço, Bruno Borges e Richard Câmara.
- Noitadas, Deprês e Bubas (col. Mercantologia; Chili Com Carne) de Marcos Farrajota
- Pepino (revista para crianças, amadora e caseira, feita por pais e filhos...) [a confirmar]

programa Invisual ::: especiais CCC

Sexta-Feira, às 20h: vai para o "ar-virtual", cortesia da famosa Rádio Zero, mais uma emissão do Invisual, um programa que pretende divulgar as promíscuas relações entre a banda desenhada e a música.
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Produzido por Marcos Farrajota, o 31º programa continua o ciclo de entrevistas a sócios da Associação Chili Com Carne desta vez com Pepedelrey, autor e editor de bd.
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É repetido à Segunda-Feira pelas 11h30.
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Próximos CCConvidados: João Maio Pinto (Junho) a confirmar.

Quarta-feira, 21 de Maio de 2008

AAAAAAAARRRRRRRRRRRGGGGGGGGGGHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!

Já recebemos mais exemplares dos três números do zine espanhol de bd ARGH! e o novo número quatro! E porquê a euforia? Simples, simples... É que a ARGH! mostra que afinal os espanhoís não sabem apenas copiar como até fazem coisas boas - menos na música, claro!
Escatologia da grossa, bonecada "guilty-pleasure" e monstros nojentitos, piadas parvas de cócó-xixi & humor "serial-killer" compoem as suas páginas que mudam de segunda cor de número para número potenciando as questões gráficas (tal como aconteceu com os cadernos a duas cores nos últimos quatro números do Mesinha de Cabeceira). Portanto, é um zine mesmo zine!!!
No número três, as bd's não tem texto e o número quatro têm legendas em inglês para quem ainda desatina com a língua dos "nuestro hermanos".
Por fim, de referir que os dois últimos números do ARGH! incluem a participação do autor português Richard Câmara (que participou no Mutate & Survive), entretanto residente no país vizinho, neste último número com uma versão colorida (a verde) da bd publicada na colecção Lx Comics.

à venda no site da CCC com descontos de 20% para os sócios "por supuesto, coño!"

Terça-feira, 20 de Maio de 2008

Milk+Wodka 9


Mais um número do zine suiço Milk+Wodka que fecha o ciclo de "Zex, Drugz und Rock'n'Roll"com tantas participações portuguesas como emigrantes na Suiça, entre eles os nossos associados André Lemos, Joana Figueiredo (que teve direito a uma fabulosa contracapa em serigrafia) e Marcos Farrajota.

RV 63 / Verão 2008


Novo número da Raw Vision já saiu... sobre os temas, clicar aqui.
à venda no site da CCC (desconto 20% para sócios)

Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Freakarte

Como toda a gente sabe, o mundo divide-se em dois: os Betos e os Freaks - com algumas diferenças ténues: Freaks que são Betos ou Betos que querem ser Freaks. E claro, ainda há Os Outros - onde por exemplo a Chili Com Carne se insere.
A palavra "freak" apareceu nos anos 60 nos EUA para definir quem passava por um processo de "desprogramação mental e física" aos valores morais e éticos da conservadora sociedade do glorioso "american way of life" dos anos 50. Primeiro foram os Beatniks a "freakar" a América, mais tarde, com a liberdade sexual (graças à criação da pílula) e a contestação estudantil e social dos anos 60, o "freakismo" atingiu uma geração inteira, a famosa "Hippie".
Nos dias de hoje, infelizmente o "Freak" não passa de uma caricatura anacrónica, tal como o "Punk" ou outras idiotices urbanas (e rurais, porque não?) restrito a putos com rastas, t-shirts do Che, uns piercings e curtir Reggae, étnica ou Techno-Trance. Também significa montes de malta que se farta de fumar charros, abraçar causas de Esquerda, e claro, cabeças no ar que são, não se apercebem do nojo que são ou que mal provocam aos Outros.
Os Betos existem desde que o Homem se organizou em tribos, aldeias e cidades. São um mal eterno, que actualmente usam rastas e piercings falsos depois de uma viagem de finalistas à República Dominicana (porque havia lá um surto promocional para fazer estes adornos), usam T-shirts ou relógios Swatch com a cara do Che para irritar os pais capitalistas ou porque o Che tornou-se um ícone inofensivo, também adoram festas de Reggae e de Trance, com Vodka ou pastilhas para os mais afoitos. São responsáveis porque são bem integrados no sistema, quase estúpidos ou ignorantes. Os poucos que são mais cultos são ressabiados porque sabem que são odiados desde sempre. Podem ser muito nojentos mas quando são eficientes podem ser quase agradáveis.
Esta extensa introdução serve para apresentar alguns zines e livros que têm em comum desenhos e narrativas tripantes, devedoras à arte psicadélica dos cartazes Rock dos anos 60 norte-americanos.

Le Cadavre de L'ange (Hélastre; 2004) de Saguenail (texto) e João Alves (ilustrações) é um álbum fotocopiado, um livro de autor bilingue (francês e português) com ar bem seguro que comprei na última Feira Laica, apesar do preço algo que puxado (10€). Constituído por 13 textos, que a maior parte das vezes cada texto até têm direito a duas ilustrações (pelo facto de ser bilingue) ou uma ilustração que aglutina as duas versões do texto.
Os textos têm um cariz onírico em que tanto há pequenas subversões de contos infantis, alguma escatologia & decadentismo "light" e apontamentos mundanos, originados por Saguenail, um realizador e actor de cinema residente no Porto - creio.
Claro que, o que me motivou a adquirir a obra foram os desenhos grotescos de João Alves, que conheço por uma série de belas capas (serigrafadas) dos discos da Marvellous Tone, que aqui assistimos a uma verdadeira parada de criatura grotescas, animais e humanos em clima de fantasia freak (claro) muitas vezes à beira do surrealismo cómico.
Piada nº1: é quase impossível de encontrar esta edição, ao que parece um dos autores não gosta de comercializá-la o que dá na escala de freakismo um sólido 4 em 5 pontos. Com sorte através da Marvellous Tone possam arranjar um exemplar, ou talvez não...

As Ediciones Pneumáticas enviaram-nos dois livros: El charco de plástico (2005) e Hombres de aire (2007), ambos de Ginés com a colaboração de Julio Lebrato como escritor no último título. Os livros são ilustrados e tem um ar "chic-freak" - outro conceito, uma variante línguistica que une o Freak ao Beto ou será o Beto ao freak? Um problema que vejo, ao receber estes exemplares com uma boa impressão e embalados em plástico (individualmente) é que não reconheci ponta de talento e irritou-me o "luxo" das edições - que ainda assim não é tão luxuoso como poderão imaginar, na verdade são edições A5 e A6 a preto e branco com um papel bem escolhido para as capas... talvez até seja só a capa (o toque? e as badanas?) que dão um bom aspecto para o pouco conteúdo.
Será que eles nunca ouviram falar no pecado da Vaidade? Mas quem nunca pecou que atire a primeira pedra... Podem criticar a economia cega e irresponsável do uso do petróleo (El charco de plástico) ou ainda globalização (Hombres de aire) mas também se deveriam auto-criticar e ter consciência do que fazem enquanto "artistas". Ora se é verdade que há muito lixo comercial e alternativo bem embrulhado pelo mundo editorial fora também não gosto da atitude dos comentários reaccionários de "quem é que merece ser editado e como" (no caso da MMMNNNRRRG estaria bem tramado se dependesse do aval dos imbecis que condenaram as edições de Mike Diana ou do Malus, por exemplo). Deixo apenas o aviso de alerta e a promessa que farei um Diário Gráfico nestes belos cadernos - ao menos sempre servirão para alguma coisa... Seja como for é impressionante, e de se tirar o chapéu, a organização e trabalho árduo deste projecto que pelos vistos se mexe em várias direcções: livros online, ilustrações, edição, animações... Freakismo 2 em 5.

Bébé 2000 (L'Association; 2006) de Caroline Sury (do colectivo Le Dernier Cri) é um livro autobiográfico com desenhos super-freaks! Bem, "freak" é capaz de não ser a melhor palavra, apenas porque "arte freak" costuma ter a) animais b) psicadelismo e c) cabeças sem rosto. Bom, a Caroline não tem o "c)" e por isso, fica provado que não é Freak. Como sabem, ou deveriam saber, parte do espírito do LDC é a Art Brut, e o desenho de Caroline insere-se perfeitamente nesta categoria embora ela não seja uma doente mental com uma necessidade enorme de vomitar desenhos. É verdade que no LDC todos eles vomitam desenhos e Caroline não é excepção. O que não se esperava era um livro de BD com mais de 80 páginas que tratam do nascimento de Oscar, o filho de Caroline e de Pakito Bolino.
É uma mini-viagem à intimidade no LDC: vemos o trabalho dos dois no atelier de serigrafia, a esfera de amigos, as reacções de Pakito à "chocante" notícia da gravidez de Caroline, os problemas de gravidez, as mudanças na vida do casal com o nascimento. Os desenhos fingem uma estética "Brut", algumas vezes com imagens mais exageradas e até com toques de "a)" e "b)" mas que retratam bem a fragilidade e confusão paterna, o vigor feminino, os traumas físicos do parto, o ambiente hospitalar e o estado da saúde na Europa - não é só em Portugal que a Saúde anda pela fossa! Agora, o mais giro disto tudo, é claro, o que irá pensar o Oscar quando ler isto lá quando chegar à dolorosa adolescência... Pseudo-Freakismo: 4/5

Atenção: os exemplares que estão à venda na CCC são um lote de uma edição especial, limitada de 300 exemplares com capa em serigrafia, assinadas e numeradas pela autora. Não houvesse uma edição especial e limitada se a Sury não fosse do LDC! PVP: €33 (20% desconto para sócios da CCC).

por fim, do Texas, terra conservadora mas de onde já apareceu muito Frito (ex.: Butthole Surfers), chegou-nos os dois primeiros números do zine Mass (200_/08) de Nevada Hill. O primeiro número é um A6 fotocopiado, o segundo tem uma capa em serigrafia e a impressão do interior é feito num porreiro papel amarelo. O zine publica uma bd de leitura pouco linear (?) de autoria de Hill onde encontramos um imaginário de mutantes e construções orgánicas bizarras com um toque de psicadélico. A estranha personagem que percorre estes mundos, por acaso tem rastas, muito feias e tipificadas e não acontece a "situação c)" - e ainda bem caso contrário isto poderia correr mal. Tudo ao acaso, em constante construção (e pouca destruição) na tradição-trip do Moebius/Crumb nos loucos anos 60. Freakismo médio de 3 em 5.

Domingo, 18 de Maio de 2008

10 CCC - comemoração 8: Cadernos de Fausto


de Rafael Dionísio

volume 7 da Colecção CCC
164p. 21x14,5 cm, edição brochada
ISBN: 978-989-95447-0-3
Capa ilustrada por João Maio Pinto, paginação por João Cunha / Ecletriks

PVP: 10€ (50% desconto para sócios). Antes de começar a ser distribuído e lançado oficialmente, o livro já pode ser encomendado via Shop e já encontra na Work&Shop.

Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Associação Chili Com Carne - 10 anos

Comemoram-se, desde 21 de Abril de 2007, os 10 anos de existência legal da Associação Chili Com Carne (CCC). Um programa de oferta cultural têm sido elaborado pela CCC que se desenrola em 10 acções - revelado nas actualizações constantes neste blogue:

1 - zine old school (fotocópia A5 com oferta de maravilhosa K7 áudio) CHILI BEAN com trabalhos inéditos de André Lemos, Rafael Dionísio, Claudio Parentela (It), Jucifer, Tommi Musturi (Fin), João Cabaço, Mário Augusto (A Mosca) & Sílvia, Jakob Klemencic (Esl), Christopher Webster (Ing), Nunsky (uma ilustração de homenagem aos 10 anos da CCC - novo trabalho passado... 10 anos!!!), JCoelho, Pepedelrey, André Ruivo, João Louro (Ups!), Ana Ribeiro, José Feitor, Afonso Cortez e Rafael Gouveia... lançado no dia 21 de Abril durante a:

2 - Festa de comemoração dos 10 anos da CCC com concertos de Lacraus (Panque Roque do Senhor - Flor Caveira), Lobster (Noise Rock Dinamic Duo) e shhh... vs Sci-Fi Industries (Breakbeat - Thisco) no Clube Rio de Janeiro (Rua da Atalaia, 120; Bairro Alto), às 22h. Entrada: 4€

3 - THISCOvery CCChannel com um prazo de validade de um ano: de 22 de Abril de 2007 a 21 de Abril de 2008

4 - remodelação do sítio www.chilicomcarne.com

5 - Inauguração da Book'n'Shop, livraria em parceria com a Thisco e a galeria Work'n'Shop no dia 28 de Julho de 2007, às 18h.

6 - reedição do quase-esgotado Mesinha de Cabeceira #13 em PDF para descarga grátis no site.

7 - nova colecção, em parceria com a Thisco, dedicada a ensaios, Colecção THISCOvery CCChannel. Primeiro volume: Antibothis [livro+CD] com textos de Gx Jupitter-Larsen, Kenji Siratori, Corrupt.org, Pentti Linkola, Iona Miller, Socialfiction, Jorge Mantas, Edgar Franco, Wulf Zendik, Adel Souto, Sztuka Fabryka, Denny Sargent, Ordo Antichristianus Illuminati, Alex Birch; capa e ilustrações de André Lemos; design de João Cunha; e música por Jarboe, Fernando Ribeiro (Moonspell), Kenji Siratori, Phil Von (Von Magnet), Christophe Demarthe (Clair Obscur), Rasal.asad, Euthymia, Wildshores, Andrey Kiritchenko, Netherworld, Rapoon, Planetadol, Thermidor, Structura, Martin A. Smith e Alex Tiuniaev.

8 - Cadernos de Fausto de Rafael Dionísio, 7º volume da Colecção CCC com design de João Cunha / Eclectricks e capa de João Maio Pinto. É possível fazer pré-encomendas.

9 - Noitadas, Deprês & Bubas, terceiro volume da colecção Mercantologia, por Marcos Farrajota, com prefácio de Daniel Seabra Lopes. Lançamento previsto para a 10ª Feira Laica.

10 - T-Shirts CCC impressas por Lucas Almeida. Já se encontra à venda a primeira, Mouth Bug por André Lemos. Em preparação T-shirts de Bruno Borges, Jucifer, João Maio Pinto... e mais ilustradores durante o ano.

Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

LSD na CCC, ... não! LDC na CCC...

Chegou a segunda encomenda dos livros do Le Dernier Cri - o colectivo francês de grafismo bruto, cujo objectivo é fazer os olhos vomitarem...
Para já, foi reposto no site da Chili Com Carne os livros que tinham ficado esgotados nos últimos meses.

Nas próximas semanas serão colocadas as novidades - estejam atentos!

Destaque, desde já, para a antologia Hopital Brut que inclue participações de associados nossos como Edgar Raposo e André Lemos.

E ainda para os livros de Mike Diana e Fredox, para quem desejava mais para além do pouco que foi publicado em Portugal.

Os sócios da Chili, como sempre, tem desconto de 20%.

Aproveitem!!!

Oh, he's gonna stink


Terça-feira, 13 de Maio de 2008

Antibothis, segundo volume para breve

Após a excelente receptividade que a antologia literária Antibothis obteve a nivel global e a sua aceitação e interesse por parte de colectivos, escritores e musicos, não restava outra saida à Thisco e à Chili Com Carne que a de voltar ao ataque para um segundo volume, a sair brevemente, desta feita com textos / entrevistas de Erik Davis com um artigo / entrevista a Peter Lamborn Wilson mais conhecido por Hakim Bey, que com estas palavras Bruce Sterling define a excelência de Erik Davis: "Erik Davis has written one of the best media studies books ever published, Techgnosis".
Também neste volume estarão incluidos os colectivos de "Tactical Art", Center of Tactical Magic e Critical Art Ensemble, sendo este último colectivo considerado pelo FBI de bio-terroristas.
Se o termo Prayformance nada vos diz, conhecer Orryelle e os Aesthetic Meat Front, por certo, com as entrevistas aqui incluidas vos tirararão algumas dúvidas.
O controverso Boyd Rice estará presente com uma entrevista no minimo provocadora ao lado de Andrew Mckenzie, tambem conhecido pelo seu projecto audio Hafler Trio.
Outras figuras de renome incluidas são, Carl Abrahamsson do projecto Cotton Ferox, ex: White Stains e membro ocasional dos Psychic TV e Thee Majesty; Vadge Moore; Chad Hensley, editor e autor de textos para os livros Esoterra e Apocalypse Culture; Brian Dean que escreve regularmente para Anxiety, Guardian, Idler; entre outros intervenientes encontramos, Antero Alli, Vincent Alekzander, Stefan Szszelkun, Magus Coyotel Leyba.
O CD que irá acompanhar o livro contará com as participações de O Yuki Conjugate, Strings of Consciousness, Cotton Ferox, Controlled Bleeding, Simon Crab (ex: Bourbonese Qualk), Hybrids, Astro, Orryelle, Aesthetic Meat Front, Enkidada (ex: Psychic Warriors ov Gaia), outras surpresas poderão ocorrer. Tal como no outro volume, a capa e Design ficarão a cargo de André Lemos e João Cunha, respectivamente.
Aki Nawaz, fundador da Nation Records (Transglobal Underground, Asian Dub Foundation etc...) e dos Fun-da-Mental, Z´ev, Aragorn23, Lob, Tactical Art Coalition, Iona Miller, Nigel Ayers (Nocturnal Emissions), Monochrom, FoolishPeople são alguns dos que já mostraram o seu comprometimento em participar em futuros volumes enquanto outros serão uma grande surpresa.
Em quanto o segundo numero não sai, o primeiro volume pode ser encontrado em Lisboa na Matéria Prima, Ananana, Work&Shop, Soundcraft e Cave (ex-ShoppeBizarre). Na cidade do Porto na Matéria Prima, Piranha e Utopia.

Estando o nosso site ainda em construção podem entretanto dar uma vista de olhos á nossa página no myspace: www.myspace.com/urculture.

Aproveitamos as palavras sábias de Alan Moore para finalizar: «Occulture, you know, that seems to be perhaps the last revolutionary bastion.»
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We are proud to announce that the ANTIBOTHIS book anthology volume 2 will be out soon, this time including Erik Davis with a text/interview with the infamous onthological anarchist Hakim Bey. Erik Davis wrote the cult book TechGnosis. Interviews with Boyd Rice, Antero Alli, Orryelle, Aesthetic Meat Front along with texts from Carl Abrahamsson (Cotton Ferox, ex-WhiteStains), Chad Hensley (editor of Esoterra Magazine and Apocalypse Culture contributor), Vadge Moore (member of Cthonic Force and Peter Sotos, Boyd Rice and Monte Cazazza collaborator), Vincent Alexzànder, Stefan Szczelkun, Andrew Mckenzie from Hafler Trio, Nigel Ayers (Nocturnal Emissions), Brian Dean (Anxiety.com) and Magus Coyotel Leyba are also contributors, along with tactical media collectives Center of Tactical Magic and Critical Art Ensemble.
The CD compilation available with the ANTIBOTHIS volume 2 will include, so far, (changes may occur) O Yuki Conjugate, Controlled Bleeding, Simon Crab (ex-Bourbonese Qualk), Enkidada (former member of Psychick Warriors Ov Gaia/Exquisite Corpse), Cotton Ferox, Aesthetic Meat Front, Astro, Orryelle, Strings of Consciousness, Hybrids, Kawabata Makoto (Acid Mothers Temple), Post Human Tantra.
Along with the book/cd anthology others CDs will be offered.
So far others artists show their interest and commitment in to contribute for upcoming anthologies such as: Z'ev, Aki Nawaz (Fun-da-Mental), Stewart Home, Terre Thaemlitz, Crimethinc, Lob (Instagon), Monochron (Vienna Art Group), B-Eden (Pyromania Arts, ex-Psychic Warriors Ov Gaia ), Aragorn 23, among others.

"beautiful production"V.Vale, Re/search Books, u.s.a."seems like the next step after re/search and apocalypse culture".yorek. com"so many people have the will to say but not the will to do! You Do".Chad Hensley, Esoterra magazine, u.s.a."a global village guerrilla strategy, a campaign against the illusions of ego/media"b-eden ( pyromania arts foundation), Germany"great work" Dedroidify, Belgium"...Entre littérature expérimentale, engagement politique et démarche artistique où le collage et le détournement ont une grande place..."M.c.d magazine, France"very impressive work" Foolish people, u.k.

Please take a look at myspace. com/urculture

Through ANTIBOTHIS thiscover: essence not existence, exclusivity not uniformity, subversion not subservience, expression not suppression. ANTIBOTHIS is a collection of book anthologies featuring texts, interviews showcasing a variety of ideas that are a genuine alternative to the dogma of conformity, the commitment to disconnect the cables of corporhate coolonization, disinverting cultural reality through the dissemination and dispersion of alternatives vortices of information and infinite chaotic propaganda, speculation, simulation, stimulation, to revolutionize the dynamics of life in a total process of cultural transformation, reclaiming our guts and revolt in the name of imagination in opposition to a toxic life of low awareness, herd mentality and programmed though, infecting human minds and alter their behaviour.

Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Tribute Brute [III]


A MMMNNNRRRG voltou à serigrafia!
A MMMNNNRRRG voltou com André Lemos!
A MMMNNNRRRG voltou à serigrafia com André Lemos!
A MMMNNNRRRG editou um graphzine de André Lemos!
A MMMNNNRRRG editou TRIBUNE BRUTE!
A MMMNNNRRRG editou 100 exemplares assinados,numerados e carimbados por André Lemos!
A MMMNNNRRRG imprimiu o livro no Mike Goes West!
A MMMNNNRRRG imprimiu o livro em papel murillo 190g (miolo 32p.) a 2 cores e Vídia 300g vermelho impresso a dourado (capa)!
A MMMNNNRRRG recomenda o trabalho de André Lemos!
A MMMNNNRRRG recomenda o trabalho do Mike Goes West!
A MMMNNNRRRG recomenda o TRIBUNE BRUTE!
A MMMNNNRRRG oferece cada exemplar de TRIBUNE BRUTE em troca de 25 euros!
A MMMNNNRRRG não oferece cópias promocionais do TRIBUNE BRUTE!
A MMMNNNRRRG oferece 20% de desconto aos sócios da Chili Com Carne!
A MMMNNNRRRG é distribuída pela Associação Chili Com Carne!
A MMMNNNRRRG só já tem 3 exemplares de TRIBUNE BRUTE no site da CCC!

.«[indespensável] a qualquer um que deseje vitaminas ópticas». Pedro Moura in Mondo Bizarre
.«um catálogo de imagens avulsas, com enorme poder narrativo». Sara Figueiredo Costa in Bd Jornal.
.folheamento disponível aqui.
.é possível que ainda haja um exemplar na Work'n'Shop.
.consultem o blog do autor André Lemos, o atelier Mike Goes West e sítio oficial da editora MMMNNNRRRG

Domingo, 11 de Maio de 2008

ccc@festival_de_beja_2008


edições da CCC e associados estão à venda na livraria do evento. o Pepedelrey têm uma exposição e sairá um novo livro da El Pep. Dia 14, Paulo Monteiro - director da Bedeteca de Beja e do festival - apresenta "Da pré-história à Chili Com Carne (uma viagem surpreendente pela Banda Desenhada)" na Universidade Sénior / Casa da Cultura. Depois daquela expo com o MdC cada vez estamos mais surpreendidos!

Refractária, Anarquista e Laica



R: as edições da CCC serão representadas pelas Edições Mortas
A: a CCC participará na feiradolivroanarquista.blogspot.com
L: a CCC faz parte da organização e participará com mesa

ccc@comunicar.design_2008


AMANHÃ, estarão presentes Marcos Farrajota e Jucifer... depois disso as nossas edições (e Imprensa Canalha, MMMNNNRRRG e Opuntia Books) ficarão por lá à venda.
+ info: web.esad.ipleiria.pt/comunicardesign

Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

abrindo as malas da viagem...

É o regresso do SPX 2008 (Estocolmo) e serve este "post" para dar as novidades:

_Temos para oferta alguns exemplares do último número do jornal finlandês de bd, Kuti - já várias vezes divulgado neste blogue. É um número especial SPX, com trabalhos de autores finlandeses e suecos. Os textos estão em sueco mas com legendas em inglês.
Esta oferta é exclusiva aos sócios da CCC e que comprem qualquer artigo que seja da Finlândia ou da Suécia (Boing Being, Napa, Daada) ou que tenha participação de autores finlandeses ou suecos (Chili Bean, Mesinha de Cabeceira Popular #200, Mutate & Survive, Canicola).

_Já é uma revista que se tem escrito com alguma regularidade (o #5 e o #1) e que número para número vai crescendo em forma e conteúdo: C'est bon anthology do colectivo sueco C'est Bon, com quem a CCC partilhou mesas na SPX. Trouxemos para venda os quatro volumes da terceira série (#17/20; Ago'06/Dez'07) que marcam a distribuição mundial desta publicação através do catálogo Previews (que distribui todos os comics norte-americanos para as lojas especializadas). A revista continua a sua redacção em inglês e está com um aspecto luxuosa, gordinha e brilhante devido ao papel couché. Tem mais colaborações de autores internacionais (ou seja, "não-suecos") e mais trabalhos arrojados - uma lista de nomes explica por si só a qualidade que a revista atingiu: os alemães Martin tom Dieck (que estará este fim-de-semana no Festival de BD de Beja!) e Arne Bellstorf, o sérvio Danijel Savovic (vol.1), o português Pedro Nora, o sueco Knut Larsson, os finlandeses (que estiveram no Salão Lisboa 2005) Marko Turunen e Jyrki Heikkinen (vol.2), o francês Yvan Alagbé, os italianos Andrea Bruno e Stefano Ricci (vol.3), ou ainda a finlandesa Amanda Vähämäki ou a israelita Rutu Modan (vo.4).

_Um dos editores desta revista é Mattias Elftorp que também é autor de bd. A série Piracy is Liberation é o seu trabalho mais conhecido, que já se encontra num quarto volume editado pelo colectivo desde 2006.
Graficamente próximo de (ou demasiado influenciado por) Brian Wood e Ben Templesmith, Elftorp é menos elegante em questões de anatomia, domina as lutas do preto e branco e dá bom uso de tramas e texturas.
Cada volume apresenta entre 64 a 72 páginas, o que mostra o enorme trabalho com que o autor está lançado. A trama de um futuro não longe do nosso, passado numa megalopólis sem memória, onde piratas informáticos procuram destruir o sistema de dominio dos padres capitalistas, poderá lembrar Matrix ou a bd Invisibles de Grant Morrison (este último menos conhecido mas mais copiado - os criadores do Matrix que o digam) mas não deixa de ter ideias próprias que estão em gestação - gosto particularmente de uma cena em que duas personagens Hackers que fazem "copy'n'paste" deles próprios do mundo virtual para o real. De certa forma as cerca de 240 páginas ainda não pareceram suficientes para perceber o que se passa por aqui - lógica de Manga? À primeira vista, poderá haver uma excessiva exploração de lugares-comuns de "anarco-glamour" mas uma leitura mais atenta revelará mais inteligência do que a visão superficial. Esperando por mais volumes até 2012?

_Nesta edição do SPX assisti, de certa forma, a saída do armário da bd sueca alternativa... enquanto os finlandeses há anos que traduzem as suas bd's para terem feedback internacional, os idiotas dos suecos sempre tiveram fechados no casulo editando livros na língua que nem os ABBA usavam para ganhar o Eurovisão. Resultado, tirando o Max Andersson e o Lars Sjunnesson (este último participou no Mutate & Survive), que vivem em Berlim, e o Gunnar Lundkvist e Joakim Pirinen (editado em Portugal pela Azul BD3), todos eles da "velha guarda" nada mais se conhece da bd sueca. Aliás, as minhas duas visitas ao país - e à SPX - não se traduziram em regressos com malas cheias de novas bd's, livros e zines... justamente o oposto do que aconteceu quando vou ao festival de bd de Helsinquía.
Saiu a antologia From the shadow of the northern lights : an anthology of Swedish alternative comics : vol. 1 (Galago; 2008), uma antologia em inglês (yeah!) que terá distribuição pela norte-americana Top Shelf. Podemos chegar à conclusão do que se passa por lá: há a "velha guarda" (já referida) mais gráfica e experimental, depois há a autobiografia chata dos anos 90 - daquela que ninguém têm nada para contar ou que saiba contar de forma interessante, havendo montes de históras sobre homossexualidade (um sucesso no mercado da bd, creio) - e por fim, o regresso do grafismo e bizarria bruta com nomes novos como Marcus Ivarsson, Marcus Nyblom (autor da capa), Knut Larsson e Kolbeinn Karlsson. Apesar das lamechices de alguns autores, vale a pena ler estas 200 páginas a preto e branco.

_E é este último grupo de autores referidos que faço um destaque porque como já escrevi, raramente há razões para comprar edições suecas por causa dos grafismos pobres e pela barreira da linguagem. As excepções são as seguintes: o livro Skissbok (Kartago; 2007) do Marcus Nyblom e os zines de Kolbeinn Karlsson: Benny Bjorn will never return e Rules of animation (com Hanna Petersson; 2007) e Harvar Vilda Vastern (2007?).
No primeiro caso coloca-se a questão se "skissbok" poderá mesmo significar "livro de esboços"... apesar da estrutura do livro apontar para isso porque os trabalhos publicados não parecem ter ligação aparente. Ora são desenhos soltos, alguns sim com aspecto de "esboço", ora são bd's mudas e insólitas como "Alice no País das Maravilhas". São as bd's que têm um ar mais esboço porque o estilo gráfico que Nyblom usa é "realista" e "certinho" bem longe das suas ilustrações que têm aquele aspecto derretido e degradado de quem está em sintonia com a ilustração deste milénio - embora as raízes deste tipo de desenho e imaginário estejam na Raw e no Fort Thunder, dos anos 80 e 90 respectivamente. É um livro "fifty/fifty".

Quanto a Kolbeinn (várias vezes pensei que ele chamava-se Cobain como o vocalista dos Nirvana ou Kobaïan, a língua inventada pelos prog-rockers franceses Magma) também está em sintonia com o tempo: degradação material e moral, fascínio pelo Pop (o Benny Bjorn para quem ainda não está bem a ver, é um dos tipos dos ABBA), monstros peludos e outras criaturas de série B. Zines fotocopiados em formato A5 com capas a cores, os dois primeiros são de ilustração em parceria com uma tal Hanna Petersson em que as autorias não são identificadas (embora as suspeitas sobre a autoria dos desenhos de Kolbeinn recaiam para os que têm mais texturas); o último é o único de bd - que está também publicada na antologia From the Shadow (...) - com uma estória violenta homoerótica do oeste norte-americano - acho.

_Por fim, material dos inteligentes finlandeses - é a segunda vez que fico com a sensação que a Suécia, ou pelo menos Estocolmo é dominada por campónios e novos-ricos.
Novidade absoluta: Supernormal (Daada; 2008) de Marko Turunen, um dos muitos autores de bd peculiares da Finlândia e também dono da editora Daada. Não é novidade mas é importante na mesma para qualquer português ignorante da cena bedéfila da Fenoscândia: Mystic sessions Vol.I (auto-edição; 2006) de Pauliina Mäkelä.
No primeiro caso são reedições de bd's de zines antigos ou ainda algumas bd's fora do padrão do universo do autor - que nos visitou no Salão Lisboa 2005. Aqui vamos encontrar bd's parvas de super-heróis criadas pelo Turunen de 1984 (de 11 anos) e redesenhadas pelo Turunen de 1998 (de 25 anos) que dão um sentimento estranho para qualquer apreciador de "nerd culture", há fotonovelas nervosas das aventuras do Sr. Pinguim (um boneco azul feito por Turunen) a interagir com patos e com um cão (hilariante!), algumas bd's "minimalistas" de coelhos ninjas ou de contos tradicionais sobre ursos broncos,... enfim, mais de 400 páginas A6 de Arte e pura diversão.
O segundo caso é um livro agrafado A3 de 16 páginas a preto e branco que foi criado pelos - e serve para quem quiser ilustrar - distúrbios e desvaneios psico-acústicos de projectos musicais como sunn0))), Earth, Burzum, Wolf Eyes, Melvins entre outros "dronemeisters".
Existe uma narração feita de imagens de uma figura feminina (uma menina) a tocar um tambor intercaladas com outras imagens de dimensões bizarras e psicadélicas, daquelas que podiámos chamar de "zona negativa" ou algo assim - quem leu os desvaneios de um tal de Kirby sabe do que falo.
Cada batida, um novo universo?

aviso: irá demorar a colocação destes artigos na nossa loja virtual, por isso quem quiser entretanto comprar poderá fazê-lo pedindo pelo e-mail ccc@chilicomcarne.com. cada número da C'est bon custa 15€ e cada volume de Piracy is Liberation custa 10€ (c/ desconto de 20% aos sócios da CCC)

Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

descarregando o SPX


retrato por Maria Pia Cinque (do festival Crack, em Roma) enquanto estava na banca...
...
foto-reportagem da Electrocomics, em que o Marcos é considerado um "veterano" da bd portuguesa - Mein Got! Já me sinto José Ruy!
...
+ quando o computador voltar da oficina (é a segunda vez este ano! Fuck!)

Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

ccc@spx.08

Chili Com Carne is going to SPX 2008, in Kulturhuset / Serietek of Stockholm.

We'll be spliting table with Swedish friends, the collective/ label/ magazine C'est Bon - puns like "C'est bon Chili Com Carne" will not be tolerate!

As usual we'll bring the best of the Portuguese "indie" edition: zines and books of Imprensa Canalha, MMMNNNRRRG and Opuntia Books.


Poster by Diana Jakobsson

Terça-feira, 22 de Abril de 2008

10 CCC - comemoração 10:

estudos das t-shirts

Para a semana estarão à venda as T-Shirts CCC, impressas por Lucas Almeida com desenhos dos artistas da CCC. O "primeiro lote" inclui duas t-shirts de André Lemos (na imagem) e uma de Bruno Borges.

10 CCC - comemoração 9:

estudo de capa
de Marcos Farrajota

volume 3 da Colecção Mercantologia
72p. 21x23,5 cm, edição brochada
no prelo

Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Allen (mesinha de cabeceira #41) praticamente esgotado!

Allen foi a primeira bd editada profissionalmente da artista Isabel Carvalho - resultado do primeiro prémio de um concurso de bd organizado pelo ISHT e por Marcos Farrajota em 2000. Da tiragem de 1000 exemplares sobram apenas 22 exemplares entretanto recolhidos das lojas/livrarias sendo só possível adquirir através da CCC.

Allen / mesinha de cabeceira #41
16p. p/b 17x23 cm, capa 3 cores, edição agrafada
ISBN: 972-98177-1-5
PVP: €1,6
«(...) fanzine a meio caminho entre o álbum e a revista, como é prório destas publicações que gostam de confundir a arrumação das coisas.» Diário de Notícias «Quadradinhos de instantes perdidos entre relações distantes.» Mondo Bizarre «(...) outra lógica aos quadradinhos.» vida.pt

pela CCC também encontra um trabalho de Isabel Carvalho na antologia international de bd e ilustração Mutate & Survive.