blogzine da chili com carne

sábado, 8 de agosto de 2015

Filipe Felizardo + (Rudolfo * Molly) - à vista = El Pep, dia 8 de Agosto

AGOSTO na El Pep vai significar a mostra de originais de dois novos autores nacionais de BD bastante diferentes - a música seria o seu único elo de ligação mas até nisso são equidistantes os seus trabalhos.

O que lhes une, nesse caso serão os lançamentos do segundo número da Molly de Rudolfo e O Subtraído da Vista, livro de estreia de Filipe Felizardo.

Venham conhecer estes autores e publicações que ficam entre o mundano do dia-a-dia e a cosmogonia, estão convidados e não serão lambidos!




Filipe Felizardo (Lisboa, 1985) é músico e artista visual. Dedicou-se a instalações ópticas e investigações patafísicas ao longo de uma residência prolongada na Galeria Zé dos Bois, de 2009 a 2013, o que culminou no livro de cópia única O Olho Ôco, um trabalho de pesquisa pessoal sobre as presunções da percepção. Está neste momento a preparar o seu próximo disco, Volume IV - The Invading Past and other Dissolutions a sair na editora suiça three:four records, e uma nova publicação em banda desenhada, sobre pedras e sombras, resultado da residência Contra o Dia no Moinho da Fonte Santa.

Na exposição: Os trabalhos expostos são originais de Filipe Felizardo que pertencem ao corpo do livro O Subtraído à Vista. Com esta pequena mostra pretende-se mostrar como o livro que agora é editado pela Chili Com Carne surgiu de diversos retalhos e explorações, tanto de texto como de desenho. O miolo foi trabalhado intermitentemente ao longo de 9 meses, tempo durante o qual a técnica mudou de maneira acentuada - daí que se mostrem as primeiras e últimas versões das páginas iniciais. Sem grandes aventuras no medium da BD, este trabalho serviu para arrumar ideias e uma metafísica muito pessoal.

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Rudolfo é um mestre de todos os ofícios e mais algum. Faz bonecos desde sempre, mas foi em 2007, quando tinha 16 anos, que começou a editar os seus fanzines de BD que entretanto se viram misturados com toda a sua raiva emocional através dos seus discos carregados de Hate Beat e concertos cheios de espasmos, caos, fritaria e bastante rabetice... Do seu pequeno percurso hiperactivo contam-se uma série de fanzines próprios (ninguém quer saber de fanzines!), participação em várias antologias de BD da Chili Com Carne ou oriundas de outros países/continentes, ilustrações para aqui e para acolá (fez imenso lixo para a Vice) e também alguns discos em formato CD-R/MP3. No entanto, os seus feitos mais importantes podem ser reduzidos a uma lista: a criação e morte da antologia de BD trimestral e internacional Lodaçal Comix, entre 2011 e 2013 através do selo Ruru Comix; ter sido a primeira e talvez a única pessoa a ser expulsa do Milhões de Festa; ter criado o bootleg mais másculo de sempre daquele rato amarelo que dá choques (Musclechoo); e, mais recentemente, do seu trabalho contínuo a ilustrar Negative Dad, uma BD escrita pelo Nathan Williams (Wavves) e o seu amigo, Matt Barajas (Heavy Hawaii). Ah, também tem andado a fazer bimestralmente a sua nova revista de bd, Molly!

Na exposição: Molly é uma antologia de autor, uma revista de banda-desenhada que faz lembrar os bons anos 90 onde títulos como Eightball (de Daniel Clowes) ou Dirty Plotte (de Julie Docet) reinavam supremos. Mas esses anos já lá vão, e Molly é um reflexo da contemporaneidade e do universo de Rudolfo. Estarão expostos originais do segundo número que explora ainda mais a psique do autor e das suas obsessões, com a ocasional dose de escatologia, claro.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Como ser sócio da Associação Chili Com Carne?

O regime de sócios da Associação Chili Com Carne passa pelo pagamento de uma joia no valor de 30€ (15€ para menores de 30 anos) e o envio dos seguintes dados para o nosso e-mail: ccc@chilicomcarne.com

_nome
_data de nascimento
_morada
_tlm
_e-mail
_www
_fotografia (um jpg qualquer para fazer o cartão de sócio)

O valor da quota deve ser depositado na conta do seguinte NIB:003502160005361343153 ou através de paypal.

Quais as regalias de ser sócio da CCC?
_Oferta do livro Lucrécia, segundo (anti)romance do escritor Rafael Dionísio;
_50% de desconto sobre TODAS edições da CCC;
_30% de desconto sobre as edições da MMMNNNRRRG;
_Desconto sobre outras edições presentes no catálogo online da CCC: El Pep, Marvellous Tone, Ruru Comix, etc... e acesso a edições raras;
_informação em primeira mão de projectos da CCC;
_apoio a projectos editoriais*.
_descontos no uso do projector de vídeo.


E depois disto?
Passado um ano há um quota a pagar de 10€ e ainda recebe um exemplar da Crica Ilustrada #1!!!



* Apoio a projectos editoriais Ao longo do tempo a CCC tem vindo a definir de forma mais precisa qual a vertente de actividades para a qual está mais vocacionada, sendo que a edição em suporte de papel tem sido aquela que a CCC melhor tem sabido gerir. Os sócios da CCC com projectos editoriais poderão solicitar o apoio no campo da produção, distribuição e promoção. A selecção de projectos será discutida consoante cada caso. Sendo que seja imperativo ler este MANUAL!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

ccc@feira.do.livro.de.poesia.e.BD... último dia!



Todos os Sábados desde 2012 tem havido a Feira do Livro de Poesia e BD - na qual estavam lá os catálogos completos da Chili Com Carne, El Pep e MMMNNNRRRG.
MAS vai acabar!
A mega-fixe organizadora Inês Ramos regressa a Cabo Verde e encerra "a loja" no dia 1 de Agosto!   Há para lá raridades e afins! Aproveitem!!!

sábado, 25 de julho de 2015

NECROMANCIA EDITORIAL III ::: Mercado de Edição Independente no MILHÕES de FESTA

cartaz de Xavier Almeida

A Chili Com Carne juntou-se a mais editores portugueses que lançam o que lhes vai na alma!
para estarem presentes no Milhões de Festa
no sempre divertido Palco Taina
entre 25 e 26 de Julho
das 15h às 20h

com bancas de zines cheios de piças, discos do ultramar sexual, livros de gente bruta e BDs paneleiritas, 
ou seja, produções da Chili, MMMNNNRRRG, Signal Rex e Xavier Almeida
e de quem mais tiver coragem de se juntar!

De resto, só neste festival é que algo assim é possível, os restantes festivais de Rock promovem ignorância e monocultura, vão-se foder!

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Francisco.Sousa.Lobo@Bedeteca.da.Amadora


Pedro Moura sempre a bombar!
Francisco Sousa Lobo sempre a bombar!
Chili Com Carne sempre a bombar!
Estado Islâmico sempre a bombar!
Alemanha sempre a bombar!
etc, etc, etc...

Cantautores latinos


Martin López Lam é o autor mais excitante na Ibéria, cada BD que edita vale a espera... É que o pessoal da BD pensa sempre a BD como "desenho", babam-se com pirotecnia visual e ficam de pança cheia. Mas um autor de BD é um escritor na realidade e é só por mero acaso é que ele desenha bem ou mal.
Lam além de ser um grande escritor é um grande artista gráfico! Um Pär Lagerkvist que escreve em serigrafia ou um José Muñoz que desenha num processador de texto. Balada o una historia cochina o te pasa cuando menos esperas é uma pequena BD (um conto) publicada pelo seu selo Ediciones Valientes que é mais um caso de espanto. Experimentação e tradição perseguem-se um ao outro sem que se tenha de abdicar de um, como quem pega numa guitarra e canta uma história vindo do "folk" mais profundo mas não tem medo de usar pedais com loops ou efeitos para criar novas roupagens. Aliás, a capa do livro nem dá a imagem correcta do grafismo usado na BD, o que mostra um que Lam tem várias camadas de criação. Existe um Lam da BD, um da ilustração e outro editor que aposto que até se devem chatear entre eles. O resultado das discussões é que todos ganham...

Na mesma colecção desta Balada, Martin editou também o "nosso" Francisco Sousa Lobo e a sua BD que saiu no jornal do Próximo Futuro - numa edição em que as cores ganham mais vida do que na impressão em papel jornal - e em que ele mais uma vez se descarna a contar as suas maleitas intimas. Na outra ponta está Optimización del processo do galego Andrés Magán que cai na BD de deleite mais estético do que narrativo, tão chato como o caminho é positivo... Ninguém gosta de cenas positivas! E talvez esteja aí a piada!?

Como saber quién soy si se me olvida? (Usted ve lo que quiere ver; 2014) do colombiano Luis Echavarría Uribe é impossível de não o comparar a Lam pois mostra-se outro bom escritor e excelente desenhador - o estilo é realmente muito idêntico, sendo Uribe mais naturalista que Lam - com a capacidade de surpreender com uma história que poderia ser uma "cha-cha-cha-da", mais uma vez a explorar a intimidade "teeny" e feminina se o autor não desse uma reviravolta inteligente e... indigesta!
A (auto)edição é muito cuidada com uma capa em serigrafia. É daqueles livros que vale a pena ter! E sobretudo significa juntamente com Balada que é neste tipo de publicações que se encontram as grandes obras da BD contemporânea.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Bestiário Ilustrissímo II : Bala na Livraria do Simão



Bestiário Ilustríssimo II /  Bala 
é o nono e novo título da provocante colecção THISCOvery CCCHannel.
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Bestiário Ilustríssimo II / Bala é a continuação de Bestiário Ilustríssimo, “(anti-)enciclopédia” de Rui Eduardo Paes sobre as músicas criativas editada em 2012 e reeditada em 2014 com nova capa e novas ilustrações de Joana Pires. Como esse primeiro livro, está dividido em 50 capítulos, cada um dedicado a uma figura ou conjunto de figuras. Desta feita, porém, a 50ª parte autonomiza-se e constitui como que um outro livro. Trata-se, pois, de dois livros num só volume, um novamente ilustrado por Joana Pires, o outro por David de Campos.  

O jazz criativo, a música livremente improvisada, o rock alternativo e os experimentalismos sem rótulo possível voltam a ser as áreas cobertas, sempre associando os temas com questões da filosofia, da sociologia e da teoria política, num trabalho de análise e desmontagem das ideias por detrás dos sons ou das implicações destes numa realidade complexa. Os textos reenviam-se entre si gerando temáticas que vão sendo detectadas pelo próprio leitor, mas diferentemente de Bestiário Ilustríssimo há um tema geral nesta nova obra de Paes: o tempo.

A tese é a de que quem escreve sobre música, mas também todos os que a ouvem, está sempre num tempo atrasado em relação à própria música, um “tempo-de-bala”, de suspensão de um tiro no ar, como no filme Matrix. O alinhamento dos capítulos não se organiza segundo tendências musicais ou arrumando os nomes referidos em sucessão alfabética, como numa convencional enciclopédia. Todos os protagonistas e suas músicas surgem intencionalmente misturados, numa simulação do caos informativo em que vivemos nos nossos dias. Propõe-se, assim, que se leia Bestiário Ilustríssimo II / Bala como se se navegasse pela Internet, procurando caminhos, relações, cruzamentos, desvios.

A mente não é uma estante, é um bisturi.

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336p. impressas a duas cores (preto e vermelho), 22x16cm, capa a cores
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volume -4 da colecção THISCOvey CCChannel
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ISBN: 978-989-8363-30-5

com prefácios de Marco Scarassatti (compositor, artista sonoro e professor da Universidade de Minas Gerais, Brasil) e Gil Dionísio (músico)

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edição apoiada pelo IPDJ e Cleanfeed Records

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PVP: 20€ (50% desconto para sócios, jornalistas e lojas) à venda na loja em linha da Chili Com Carne e na FlurLetra Livre, Artes & Letras, Linha de Sombra, Matéria Prima, FNAC, Bertrand, Utopia, El Pep, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão, 18)...
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Historial: lançamento 6 de Fevereiro na Casa dos Amigos do Minho com discursos de Gonçalo Falcão (designer, músico, crítico de música) e Gil Dionísio e concerto de uma banda especialmente formada para o efeito: Gil Dionísio & Os Rapazes Futuristas; lançamento 7 de Fevereiro na SMUP (Parede) com palavreado de Pedro Costa (Clean Feed) e José Mendes (jornalista cultural) e concertos de Wind Trio e Presidente Drógado & Banda Suporte ... entrevista no Bodyspace 

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algumas páginas deste livro-duplo:


Feedback: O jazz é o fogo inicial, mas este propaga-se alto e largamente. REP deita 50 + 50 textos, capa-contra-capa, neste duplo Bestiário Ilustríssimo II / Bala. Música como arte física mas também psicológica, improvisada, estruturada, Ciência, Arte, ícones culturais, tonelada de referências que se ligam na cabeça do autor para uma organização, no papel, em benefício do leitor. Muitos músculos exercitados em 31 anos, nesta relação entre escrita e música. Flur ... Rui Eduardo Paes revela-se um homem multidimensional, (...) Genuíno e sempre com uma abordagem de quem relaciona aquilo que lhe interessa, de Joëlle Léandre a Lady Gaga. [5 estrelas] Bernardo Álvares in jazz.pt ... O seu estilo de escrita é por si altamente estimulante, revelando um notável domínio sobre a língua portuguesa que raia as características da boa literatura. Um estilo que Rui Eduardo Paes cultiva como uma arma contra o habitual cinzentismo e comodismo da crítica de arte em Portugal. O Homem que Sabia Demais ... [4 estrelas] Nuno Catarino in Público

Zona de Desconforto 2


O "Zona de Desconforto II" já avança... Mas agora é ao contrário, são autores estrangeiros a abrirem o seus corações em Portugal - coincidência, todos os registos passam por Lisboa confirmando que Portugal é Lisboa e o resto é paisagem... Já temos "visões" de Espanha, Brasil, Suiça, Croácia, Alemanha, Argentina e Japão. Para breve teremos também da Colómbia e França,...
We're waiting!!!

Askar, o General na Matéria Prima


A Chili Com Carne sempre que se aproxima da América do Sul para justificar a sua denominação gastronómica acaba sempre por ser uma acção associada à El Pep. Foi assim com a antologia luso-brasileira Seitan Seitan Scum e é assim com o livro de BD Askar, o General, estreia da Dileydi Florez, autora natural da Colômbia. O  livro foi lançado na El Pep Store & Gallery [Lx Factory, Alcântara], no passado dia 4 de Abril, contou com a presença da autora e uma exposição de originais.

Florez (1990) é ilustradora e designer, estudou Design no IADE-U e Ilustração Artística na Universidade de Évora. Em 2013/14 foi bolseira e finalista do curso de Ilustração e Banda desenhada no Ar.Co. Actualmente vive e trabalha em Lisboa. Esta sua primeira obra de banda desenhada é inspirada em iluminuras persas e gravuras japonesas, e é um prelúdio para um álbum ilustrado (por publicar).

O trabalho concorreu ao Toma lá 500 paus e faz uma BD! e apesar de não ter ganho, a sua qualidade gráfica convenceu a Chili com Carne a publicar o livro, enquanto se espera pelas obras vencedoras e a nova edição do concurso para este ano.

32p. 21x27cm p/b, capa a duas cores
ISBN: 978-989-8363-31-2
500 exemplares
Apoio do IPDJ

PVP: 6€ (50% desconto para sócios CCC, lojas e jornalistas) à venda na loja em linha da CCC, na El Pep, Tasca Mastai, Artes & Letras, Letra Livre, Linha de Sombra, Pó dos Livros, 1359, B Shop (CCB), Fat Bottom Books, FNAC, Mundo Fantasma, Bertrand e Matéria Prima.

Exemplos de páginas do livro:




terça-feira, 21 de julho de 2015

Mesinha de Cabeceira #23 : Inverno /// Últimos 15 exemplares!!!


one comix collection about the WINTER (Inverno, in Portuguese) to comemorate 20 years of the zine Mesinha de Cabeceira created by Pedro Brito and Marcos Farrajota in1992
published by Chili Com Carne 
edited by Marcos Farrajota
designed by Joana Pires 
covers by José Feitor e Pedro Brito 
500 copies, 352 A6 b/w pages ALL in ENGLISH
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Antologia comemorativa dos 20 anos do zine Mesinha de Cabeceira, criado em 1992 por Pedro Brito e Marcos Farrajota.
Publicado pela Associação Chili Com Carne
Editado por Marcos Farrajota
Design por Joana Pires
capas: José Feitor e Pedro Brito
Foram impressos 500 exemplares, são 352 páginas A6 a preto e branco. todas as BDs foram redigidas em inglês.



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Com trabalhos de / comix by João Chambel, Daniel Lopes, Sílvia Rodrigues, Afonso Ferreira, Rafael Gouveia, Sara Gomes & André Coelho, José Smith Vargas, Bruno Borges, João Maio Pinto, Silas , Stevz (Brazil), Martin López Lam (Peru/ Spain), Lucas Almeida, Dice Industries (Germany), Uganda Lebre, Filipe Abranches, Tea Tauriainen (Finland), João Fazenda  and Zé Burnay.
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Apoios / support: Instituto Português do Desporto e Juventude e Trienal Desenho 2012 
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compra / buy : Chili Com Carne shop, Mundo Fantasma (Porto), Ediciones Valientes (Spain)Neurotitan (Berlin), Artes & Letras (Lisboa), Letra Livre (ZDB, Lisboa), Ugra Press (Brasil), XYZ Books, BdManiaPó dos livros (Lisboa), Quimby's (Chicago), Lambiek (Amsterdão), LAC (Lagos), La Central (Espanha), Strips & Stories (Hamburg), Orbital (London).
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Lançamento na exposição 20 anos do Mesinha de Cabeceira, 25 de Outubro, na Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, Lisboa. Released 25th October at the exhibition "20 years of Mesinha de Cabeceira" at Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, Lisbon.



 

Feedback : dei uma olhadela na Mesinha de Cabeceira, e parabéns, gostei muito do que vi, a capa e primeiras folhas estão muito boas, assim como as ilustrações do José Feitor a fechar a publicação, com as folhas só a uma cor... Tiago Baptista ... parabenizo-te pela excelente edição! Graficamente, o conteúdo é todo excelente, com soluções muito interessantes por parte dos artistas - em especial, a história do Chambel (...) das melhores do zine. (...) Grande edição, com uma autenticidade que se sente logo de imediato, muito boas BDs, bem impresso e acabado num formato muito cativante - com as "tripas de fora", à livro setecentista, como um verdadeiro objecto contra-cultural e "bruto" como se deseja - e das tuas melhores edições, como um todo, dos últimos tempos. Dou-lhe cinco estrelas! David Soares ... obra seleccionada pela Bedeteca Ideal ... Despite the theme, “Winter” (surely of many discontents but celebratory nonetheless), the stories presented are solid, readable (even if not for the faint of heart) and supported by a great variety of bold, stylised and grounded artwork. Pedro Moura in Paul Gravett site ... Em termos gerais, o tom desta nova antologia é de facto melancólico. Não deixa de ser algo expectável construir tramas em torno de cenários apocalípticos, paisagens inóspitas ou em que se desenrolam características colhidas de variadíssimos géneros para que sejam subvertidos numa certa amoralidade. É uma espécie de celebração pelo desencanto, de que as imagens criadas por Brito e Feitor são um signo potente. Não se cantam aqui vitórias, nem se glorifica o passado, e tampouco se esperam promessas de desenvolvimentos futuros muito específicos, mas constitui-se mais um gesto editorial muito marcante de um percurso, de uma atitude e de uma certeza em relação à forma de trabalhar, cujo testemunho é a própria existência deste pequeno grande tomo. Pedro Moura in Ler BD ... livro magnífico (...) tem excelentes trabalhos Tiago Manuel ... Que brutalidade! (...) Capas diferentes e tudo, parece uma cena sem fim! Silas (Pontos Negros) ... fanzine já mítico (...) que cumpriu recentemente duas décadas de vida (...) O que talvez não tenham imaginado foi o potencial que se guardava naquelas primeiras páginas, em 1992, e que haveria de desenvolver-se numa teia de colaborações, experimentalismos, abanões estéticos e narrativos de toda a espécie e a capacidade de manter uma publicação arejada e vibrante ao longo de tanto tempo. De tal modo que quem queira, hoje, conhecer o que se faz no campo da banda desenhada de autor e com poucas preocupações comerciais pode continuar a usar o MdC, e concretamente este número 23, como guia fiável. (...) uma babel de traços e estilos numa estranha e inquietante harmonia, (...) E se a coerência do conjunto não nasce do traço ou do estilo, é provável que se deva aos temas, uma radiografia nítida daquilo a que chamamos ar do tempo, com o tom apocalíptico, o peso do desperdício, a contaminação (real, nos montes de lixo que excedem da indústria de consumo e ocupam os campos, e visual, nas manchas que parecem alastrar como fungos) e uma certa ideia de no future que deve muito ao punk, mas deve ainda mais aos dias que vivemos. Sara Figueiredo Costa in Ler ... nomeado para Melhor Publicação Nacional, Melhor Obra Curta (três vezes com Filipe Abranches, João Chambel, João Fazenda) e Melhor Argumento (João Fazenda) para os Prémios Central Comics 2012 ... Some amazing inkwork and disturbing imagery White Buffalo Gazette